08/02/2010

Alfabetização

Pode-se escrever
(Pedro Oom)

Pode-se escrever sem ortografia
Pode-se escrever sem sintaxe
Pode-se escrever sem português
Pode-se escrever numa língua sem saber essa língua
Pode-se escrever sem saber escrever
Pode-se pegar na caneta sem haver escrita
Pode-se pegar na escrita sem haver caneta
Pode-se pegar na caneta sem haver caneta
Pode-se escrever sem caneta
Pode-se sem caneta escrever caneta
Pode-se sem escrever escrever plume
Pode-se escrever sem escrever
Pode-se escrever sem sabermos nada
Pode-se nada sem sabermos
Pode-se escrever sabermos sem nada
Pode-se escrever nada
Pode-se escrever com nada
Pode-se escrever sem nada
Pode-se não escrever..
Hipótese pré-silábica
- A criança não registra traços no papel com a intenção de realizar o registro sonoro do que foi proposto para a escrita

Nível 1 – Escrita indiferenciada

- Baixa diferenciação entre a grafia de uma palavra e outra;
- Traços semelhantes entre si;
- Traços descontínuos – se a criança tem maior contato com letras de imprensa;
-Traços contínuos – se a criança tem mais contato com a escrita com letra cursiva;
- O que diferencia uma palavra da outra é a intenção do produtor, portanto, a interpretação só poderá ser feita por quem escreveu;
- Muitas vezes a criança não consegue identificar o que escreveu – leitura instável;
- Costumam grafar palavras de acordo com o tamanho do que está representando;
- Algumas vezes usam como estratégia o pareamento de desenhos com as palavras – para poder ler com mais segurança – mas também pode caracterizar uma certa insegurança ao decidir que letras deva usar. Essa dificuldade acontece porque ainda não compreendem a função da escrita e confundem o que é escrita com desenhos.

Nível 2 – Diferenciação da escrita
- A característica principal das escritas desse nível é a tentativa sistemática de criar diferenciações entre os grafismos produzidos; mas a escrita continua não analisável em partes levando a criança a interpretá-la globalmente;
- Hipótese da quantidade mínima de caracteres e a necessidade de variá-los;
- Já possuem a intenção de objetivar as diferenças do significados das palavras;
- Arranjam as letras que conhecem – por poucas que sejam
- Na figura abaixo, Bárbara demonstra notável aquisição cognitiva quando arranja as 6 letras que conhece (I-E-A-F-L-P) de forma a representar as palavras sugeridas
- Nesta idade ainda não tem mecanismo para comparar palavras que não estejam próximas.
- Neste nível poderá ter se apropriado de algumas escritas estáveis – principalmente do próprio nome

Hipótese silábica
- A criança inicia a tentativa de estabelecer relações entre o contexto sonoro da linguagem e o contexto gráfico do registro;
- A estratégia da criança é a de atribuir a cada letra ou marca escrita o registro de uma sílaba falada; essa marca poderá ser uma letra (com valor sonoro convencional ou não), pseudoletra, número;
- A criança começa a perceber que a escrita representa partes sonoras da fala;
- Conflito, principalmente quando tem que escrever palavras monossílabas – para eles é necessário um número mínimo de letras para cada palavra;
- Muitas vezes enxertam letras no meio ou final das palavras para que possa parecer estar escrito uma palavra correta;
- Não é necessário empregar o valor sonoro convencional das letras – P poderá representar a sílaba BA, por exemplo.
- Esse conflito (número mínimo de letra), acaba por ser deixado de lado, num determinado momento da evolução da criança predominando apenas a lógica da hipótese silábica .

Hipótese silábico-alfabética
- Neste nível a criança utiliza a hipótese silábica e alfabética da escrita, ao mesmo tempo - momento de transição: a criança não abandonou a hipótese anterior, mas já ensaia novos avanços.
- Esses avanços só podem ocorrer se forem oferecidas informações às crianças através de formas fixas que permitam o refinamento da aprendizagem do valor sonoro convencional das letras e das oportunidades de comparar os diversos modos de interpretação da mesma escrita.

Hipótese alfabética
- Aqui a criança já venceu todos os obstáculos conceituais para a compreensão da escrita – cada um dos caracteres da escrita corresponde a valores sonoros menores que a sílaba – e realiza sistematicamente uma análise sonora dos fonemas das palavras que vai escrever.
- Não há a superação total dos problemas – ainda não domina as regras normativas da ortografia.
- Nesta produção, a criança dominou o código da escrita, mas não as regras ortográficas – perceba que ela não teve medo de escrever, o que não ocorre com a maioria das crianças quando iniciam a escolaridade;
- Essa inconstância com a ortografia não é permanente e a superação das falas depende de ensino sistemático, já que não são dedutíveis como a construção da escrita.

Observações Importantes
O tempo necessário para avançar de um nível para outro varia muito.
A evolução pode ser facilitada pela atuação significativa do educador, sempre atento às necessidades observadas no desempenho de cada estudante, organizando atividades adequadas e colocando, oportunamente, os conflitos que conduzirão ao nível seguinte.
O uso da metodologia contrastiva, permitindo que a criança confronte sua hipótese de escrita com a forma padrão (nos diversos materiais de leitura já conhecidos) são um importante recurso para a estabilização da escrita ortográfica.
A sistematização do processo de alfabetização se dará ao longo dos anos subseqüentes.
Na medida em que a criança adquire segurança no contato prazeroso, contextualizado e significativo com a língua escrita, sua leitura torna-se mais fluente e compreensiva.
Por meio da leitura, o estudante assimila, aos poucos, as convenções ortográficas e gramaticais, adquirindo competência escritora compatível com as exigências da escrita socialmente aceita.
Desenvolve-se, assim, o gosto e o interesse pela leitura e a habilidade de inferir, interpretar e extrapolar as idéias do autor, formando-se o leitor crítico.

Importância da sondagem
É por meio da sondagem que o professor poderá conhecer as hipóteses das crianças sobre a língua escrita e dessa forma planejar as atividades, organizar as duplas e os grupos de acordo com as necessidades de cada criança. A sondagem é uma atividade essencial para que o professor conheça o quê e como cada criança está pensando. Deve ser feita individualmente e sempre com palavras e atividades inéditas.

* Palavras de um mesmo campo semântico (animais da floresta, doces, frutas, material escolar...)
* 1 palavra polissílaba - 1 palavra trissílaba - 1 palavra dissílaba - 1 palavra monossílaba - 1 frase com uma das palavras ditadas.

A sondagem deve ser feita com uma certa regularidade, uma vez a cada 15 dias ou uma vez por mês, para que o professor possa acompanhar as etapas de cada criança. Neste caso, o professor não deve interferir na escrita da criança.

Agrupamentos significativos:
- Pré-silábicos com silábicos
- Silábicos s/ valor sonoro com silábicos c/ valor sonoro
- Silábicos com valor sonoro com silábicos alfabéticos
- Silábicos alfabéticos com alfabéticos (ortográficos ou não)
- Alfabéticos não ortográficos com alfabéticos ortográficos

Sugestões de atividades para o nível pré silábico
• iniciar pelos nomes das crianças escritos em crachás, listados no quadro ou em cartazes;
•identificar o próprio nome e depois o de cada colega, percebendo que nomes maiores podem pertencer às crianças menores e vice-versa;
•classificar os nomes pelo som inicial ou por outros critérios;
•organizar os nomes em ordem alfabética, ou em “galerias” ilustradas com retratos ou desenhos;
•criar jogos com os nomes (“lá vai a barquinha”, dominó, memória, boliche, bingo);
•fazer contagem das letras e confronto dos nomes; confeccionar gráficos de colunas com os nomes seriados em ordem de tamanho (número de letras).
•Fazer estas mesmas atividades utilizando palavras do universo dos alunos: rótulos de produtos conhecidos ou recortes de revistas (propagandas, títulos, palavras conhecidas).

Atividades para nível silábico em diante:
•fazer listas e ditados variados (de estudantes ausentes/ presentes, livros de histórias, ingredientes para uma receita, nomes de animais, questões para um projeto);
•usar jogos e brincadeiras (forca, cruzadinhas, caça-palavras);
•organizar supermercados e feiras; fazer “dicionário” ilustrado com as palavras aprendidas, diário da turma, relatórios de atividades ou projetos com ilustrações e legendas;
• propor atividades em dupla (um dita e outro escreve), para reescrita de notícias, histórias, pesquisas, canções, parlendas e trava-línguas.
* Recebido do Grupo do Google *

49 IDÉIAS SOBRE ALFABETIZAÇÃO

Usem jogos educativos nas suas aulas.
- Desenvolva atividades lúdicas com seus alunos.
- Procure introduzir cada novo conteúdo de forma diferente.
- Mude a disposição das cadeiras e mesas na sala de aula.
- Faça os alunos participarem das aulas.
- Troque de ambiente e dê aula no pátio da escola, por exemplo.
- Explore cartazes, vídeos, filmes.
- Traga jornais e revistas para a sala de aula.
- Aproveite todo o ambiente escolar.
- Crie aulas diferentes e divertidas.
- Elabore situações problemas para os seus alunos resolverem.
- Busque auxílio nos meios de comunicação.
- Troque experiências com os colegas.
- Valorize as opiniões de seus alunos.
- Peça sugestões aos seus alunos quando for preparar suas aulas.
- Faça trabalhos em pequenos grupos ou grupos sucessivos.
- Solicite uma avaliação das suas aulas aos seus alunos.
- Incentive e estimule a aprendizagem dos seus alunos.
- Deixe transparecer que você acredita e valoriza o seu trabalho.(Artigo de Maria Luiza Kraemer)

Jogos e atividades -
ALFABETIZAÇÃO
Analise cada jogo abaixo e aplique aos alunos de forma a ajudarem a refletirem sobre a escrita e leitura.

1- Jogo dos 7 erros :
A profª elabora uma lista de palavras e, em 7 delas, substitui uma letra por outra que não faça parte da palavra. A criança deve localizar essas 7 substituição.

2- Jogo dos 7 erros:
A profª elabora uma lista de palavras e, em 7 delas, inverte a ordem de 2 letras (ex: cachorro – cachroro). A criança deve achar esses 7 erros.

3- Jogo dos 7 erros:
A profª elabora uma lista de palavras e, em 7 delas, omite uma letra. O aluno deve localizar os 7 erros.

4- Jogo dos 7 erros:
A profª elabora uma lista de palavras e, em 7 delas, acrescenta 1 letra que não existe. A criança deve localizar quais são elas.

5- Jogo dos 7 erros:
A profª escreve um texto conhecido (música, parlenda, etc.) e substitui 7 palavras por outras, que não façam parte do texto. O aluno deve achar quais são elas.

6- Jogo dos 7 erros:
A profª escreve um texto conhecido (música, parlenda, etc.) e omite 7 palavras. O aluno deve descobrir quais são elas.

7- Jogo dos 7 erros:
A profª escreve um texto conhecido (música, parlenda, etc.) e inverte a ordem de 7 palavras. O aluno deve localizar essas inversões.

8- Jogo dos 7 erros:
A profª escreve um texto conhecido (música, parlenda, etc.) e acrescenta 7 palavras que não façam parte dele. A criança deve localizar quais são elas.

9- Caça palavras:
A profª monta o quadro e dá só uma pista:
"Ache 5 nomes de animais", por exemplo.

10- Caça palavras:
A profª monta o quadro e escreve, ao lado, as palavras que o aluno deve achar.

11- Caça palavras no texto:
A profª dá um texto ao aluno e destaca palavras a serem encontradas por ele, dentro do texto.

12- Jogo da memória:
O par deve ser composto pela escrita da mesma palavra nas duas peças, sendo uma em letra bastão, e a outra, cursiva.

13- Jogo da memória:
O par deve ser idêntico e, em ambas as peças, deve haver a figura acompanhada do nome.

14- Jogo da memória:
O par deve ser composto por uma peça contendo a figura, e a outra, o seu nome.

15- Cruzadinha:
A profª monta a cruzadinha convencionalmente, colocando os desenhos para a criança pôr o nome. Mas, para ajudá-las, faz uma tabela com todas as palavras da cruzadinha em ordem aleatória. Assim, a criança consulta a tabela e "descobrem" quais são os nomes pelo número de letras, letra inicial, final, etc.

16- Cruzadinha:
A profª monta a cruzadinha convencionalmente, colocando os desenhos para a criança pôr o nome. Mas, para ajudá-las, faz um quadro com todos os desenhos e seus respectivos nomes, para que a criança só precise copiá-los, letra a letra.

17- Cruzadinha:
A profª monta a cruzadinha convencionalmente, colocando os desenhos para a criança escreva seus nomes.

18- Bingo de letras:
As cartelas devem conter letras variadas. Algumas podem conter só letras do tipo bastão; as outras, somente cursivas; e outras letras dos dois tipos, misturadas.

19- Bingo de palavras:
As cartelas devem conter palavras variadas. Algumas podem conter só palavras do tipo bastão; as outras, somente cursivas; e outras letras dos dois tipos.

20- Bingo:
A profª deve eleger uma palavra iniciada por cada letra do alfabeto e distribuí-las, aleatoriamente, entre as cartelas. (+/- 6 palavras por cartela). A profª sorteia a letra e o aluno assinala a palavra sorteada por ela.

21- Bingo:
As cartelas devem conter letras variadas. A profª dita palavras e a criança devem procurar, em sua cartela, a inicial da palavra ditada.

22- Quebra cabeça de rótulos:
A profª monta quebra cabeças de rótulos e logomarcas conhecidas e, na hora de montar, estimula a criança a pensar sobre a "ordem das letras”.

23- Dominó de palavras:
Em cada parte da peça deve estar uma palavra, com a respectiva ilustração.

24- Ache o estranho:
A profª recorta, de revistas, rótulos, logomarcas, embalagens, etc. Agrupa-os por categoria, deixando sempre um "estranho" (ex: 3 alimentos e um produto de limpeza; 4 coisas geladas e 1 quente; 3 marcas começadas por "A" e uma por "J"; 4 marcas com 3 letras e 1 com 10, etc.) Cola cada grupo em uma folha, e pede ao aluno para achar o estranho.

25- Procure seu irmão :
Os pares devem ser um rótulo ou logomarca conhecidos e, seu respectivo nome, em letra bastão.

26- "Procure seu irmão":
Os pares devem ser uma figura e sua respectiva inicial.

27) Jogo do alfabeto:
Utilize um alfabeto móvel (1 consoante para cada 3 vogais).
Divida a classe em grupo e entregue um jogo de alfabeto para cada um.
Vá dando as tarefas, uma a uma:v levantar a letra ___v organizar em ordem alfabética v o professor fala uma letra e os alunos falam uma palavra que inicie com ela.v formar frases com a palavra escolhida v formar palavras com o alfabeto móvel v contar as letras de cada palavra v separar as palavras em sílabas v montar histórias com as palavras formadas v montar o nome dos colegas da sala v montar os nomes dos componentes do grupo.

28) Pares de Palavras
Objetivo:
Utilizar palavras do dicionário
Destreza predominante: expressão oral
Desenvolvimento:
O professor escolhe algumas palavras e as escreve na lousa dentro de círculos (1 para cada palavra).
Dividir a classe em dupla.
Cada dupla, uma por vez, dirigir-se-á até a lousa e escolherá um par de palavras formando uma frase com elas.
A classe analisará a frase e se acharem que é coerente a dupla ganha 1 ponto e as palavras são apagadas da lousa.
O jogo termina quando todas as palavras forem apagadas.

29) Formando palavras
Número de jogadores:
4 por grupo.
Material:
50 cartões diferentes (frente e verso) – modelo abaixo.
Um kit de alfabeto móvel por grupo (com pelo menos oito cópias de cada letra do alfabeto)Desenvolvimento:
Embaralhe os cartões e entregue dez deles para cada grupo;Marque o tempo – 20 minutos – para formarem a palavra com o alfabeto móvel no verso de cada desenho.
Ganha o jogo o grupo que primeiro preencher todos os cartões.
Variações:
Classificar (formar conjuntos) de acordo:v com o desenho da frente dos cartões;v com o número de letras das palavras constantes dos cartões;v com o número de sílabas das palavras dos cartões;v com a letra inicial;

Profª Lourdes Eustáquio Pinto Ribeiro

30) Treino de rimas
Várias cartas com figuras de objetos que rimam de três formas diferentes são colocadas diante das crianças.
Por exemplo, pode haver três terminações: /ão/, /ta/, /ço/.
Cada criança deve então retirar uma carta, dizer o nome da figura e colocá-la numa pilha com outras figuras que tenham a mesma rima.
O teste serve para mostrar as palavras que terminam com o mesmo som.
Ao separá-las de acordo com o seu final, juntam-se as figuras em três pilhas com palavras de terminações diferentes.

31) Treino de aliterações
Em uma folha com figuras, a criança deve colorir as que comecem com a mesma sílaba de um desenho-modelo (por exemplo, desenho-modelo: casa; desenhos com a mesma sílaba inicial: caminhão, cama, caracol; desenhos com sílabas iniciais diferentes: xícara, galinha, tartaruga).
A mesma atividade pode ser depois repetida enfatizando-se a sílaba final das palavras (por exemplo, desenho-modelo: coração; desenhos com o mesmo final: televisão, leão, balão, mão; desenhos com finais diferentes: dado, uva, fogo).

32) Treino de consciência de palavras
Frases com palavras esquisitas, que não existem de verdade, são ditadas para a criança, que deve corrigir a frase.
Substitui-se a pseudopalavra por uma palavra correta.
Por exemplo, troca-se "Eu tenho cinco fitos em cada mão" por "Eu tenho cinco dedos em cada mão".
Nesse jogo, palavras irreais são trocadas por palavras que existem de verdade, deixando a frase com sentido.
Mostra-se que, ao criar frases com palavras que não existem, essas não têm significado.

33) Batucando
A professora fala uma palavra e o aluno "batuca" na mesa de acordo com o número de silabas.

34) Adivinha qual palavra é:
A professora fala uma palavra (BATATA) e os alunos repetem omitindo a sílaba inicial (TATA) ou a final (BATA)35)
Lá vai a barquinha carregadinha de ...
A professora fala uma sílaba e as crianças escolhem as palavras.

36) Adivinhando a palavra
O professor fala uma palavra omitindo a silaba final e os alunos devem adivinhar a palavra. (ou a inicial)

37) Quantas sílabas?
A professora fala uma palavra e a criança risca no papel de acordo com o número de sílabas (ou faz bolinhas)

38) Descoberta de palavras com o mesmo sentido
Ajude o aluno a perceber que o mesmo significado pode ser representado por mais de uma palavra.

Isto é fácil de constatar pela comparação de frases como as que se seguem:
* O médico trata dos doentes*
O doutor trata dos doentes

Forneça, em frases, exemplos do emprego de sinônimos de uso comum como:
* Bonita, bela;
* Malvado, mau;
* Rapaz; moço
* Bebê; neném;
* Saboroso; gostoso

39) Descoberta de palavras com mais de um significado
Com essa atividade, os alunos perceberão que palavras iguais podem ter significados diferentes. Ajude-os a formar frases com as palavras: manga, botão, canela, chato; corredor; pena, peça; etc
40) Respondendo a perguntas engraçadas
Faça-as pensar sobre a existência de homônimos através de brincadeiras ou adivinhações:
* a asa do bule tem penas?
* O pé da mesa usa meia?
* A casa do botão tem telhado?

41) Escrita com música:
1) dividir os alunos em equipes de 4 elementos;
2) distribuir, entre as equipes, uma folha de papel;
3) apresentar às equipes uma música previamente selecionada pelo professor;
4) pedir que o aluno 1 de cada uma das equipes registre, na folha, ao sinal dado pelo professor, suas idéias, sentimentos, emoções apreendidas ao ouvir a música;
5) solicitar-lhe que, findo o seu tempo, passe a folha ao aluno 2, que deverá continuar a tarefa. E assim sucessivamente, até retornar ao aluno 1, que deverá ler o produto final de todo o trabalho para toda a classe.
Observação: a folha de papel deverá circular no sentido horário.

42) Conversa por escrito:
1) dividir a classe em duplas;
2) entregar a cada uma das duplas uma folha de papel;
3) pedir às duplas que iniciem uma conversa entre seus elementos (ou pares), mas por escrito.
Observações:
1) a dupla poderá conversar sobre o que quiser, mas deverá registrar a conversa na folha recebida;
2) a dupla não precisará ler sua conversa à classe; apenas o fará, se estiver disposta a tanto.
Objetivo específico dessa atividade: ensejar a reflexão sobre as diferenças entre a linguagem oral e a escrita.

43) Interpretando por escrito:
1) dividir os alunos em equipes de 4 elementos cada uma;
2) numerá-los de 1 a 4;
3) distribuir, entre as mesmas, pequenas gravuras (se possível de pinturas abstratas);
4) solicitar que cada uma das equipes registre, por escrito, o que entendeu sobre os quadros propostos;
5) ler as interpretações obtidas.

44) Brincando com as cores:
1) dividir a classe em equipes de 4 elementos;
2) numerar os participantes de cada uma;
3) distribuir, entre elas, as cores: atribuir uma cor (vermelho, verde, amarelo, azul, etc.) a cada uma das equipes ou grupos;
4) pedir que cada um dos elementos de cada uma das equipes registre, numa folha de papel que circulará entre os participantes, suas impressões a respeito da cor recebida;
5) solicitar das equipes a leitura das impressões registradas.
Observações: a mesma atividade poderá ser realizada, mas sem a entrega de cores às equipes. Neste caso, cada um dos grupos deverá produzir um pequeno texto sobre uma cor, sem nomeá-la, mas procurando "dar pistas" a respeito da mesma, a fim de que os colegas possam descobri-la. Algumas equipes poderão ler seus textos e, se a cor não for descoberta, o professor poderá organizar uma discussão sobre esse fato, apontando, alguns fatores que talvez tenham dificultado a não identificação.

Outra atividade com cores poderá ser a dramatização por meio de gestos, ou mímica, de uma cor escolhida pela(s) equipe(s).

45) Compondo um belo texto-poema:
1) dividir os alunos em equipes ou grupos;
2) indicar a cada uma três substantivos - chave do poema: mar, onda, coqueiro;
3) marcar, no relógio, 10 (dez) minutos para a composição dos poemas;
4) expor, no mural de classe, os textos produzidos pelas equipes.

46) Cinema imaginário:
1) dividir a sala em equipes ou grupos;
2) apresentar às equipes três ou quatro trechos (curtos) de trilhas sonoras de filmes;
3) solicitar que os alunos imaginem cenas cinematográficas referente às trilhas ouvidas;
4) interrogar os alunos sobre o que há de semelhante e o que há de diferente nas cenas imaginadas por eles."A partir das respostas a essas perguntas, o professor discutirá, com os alunos, o papel do conhecimento prévio e o das experiências pessoais e culturais que compartilhamos, para que possamos compreender textos (verbais, não-verbais, musicados, ...)

47) Criação de um país imaginário:
1) dividir os alunos em equipes ou grupos;
2) pedir-lhes que produzam um texto, com ou sem ilustração, descrevendo um país imaginário, de criação da equipe;
3) solicitar que cada uma dessas leia para as demais o texto produzido por ela;
4) afixar, no mural da sala, os textos produzidos pelas equipes.

48) " Se eu fosse ...":
1) dividir a classe em equipes ou grupos;
2) pedir que cada uma complete as lacunas ou pontilhado com o nome de um objeto, animal, planta, personagem ou personalidade humana que gostaria de ser;
3) solicitar que escrevam e/ou desenhem a respeito do que gostariam de ser;
4) pedir que exponham suas produções aos colegas;
5) sugerir que as coloquem no mural ou varal de classe.

49) Homem e natureza ou homem x ecologia:
1) dividir a classe em equipes ou grupos;
2) pedir que ouçam as canções "Sobradinho" – Sá e Guarabira ( disco 10 anos juntos, BME – RCA, CD ou DVD) e "Passaredo" – Francis Hime e Chico Buarque (“Meus caros amigos” – (Philips);
3) explicar aos alunos o seguinte: a canção "Sobradinho" trata do rio São Francisco, que nasce na região Sudeste e deságua na região Nordeste do país, e das conseqüências do represamento dessas águas para a população que vivia nos municípios de Remanso, Casa Nova, Santo Sé, Pilão Arcado... Com a construção de uma barragem no salto do Sobradinho. A (canção “Passaredo”, por sua vez, focaliza a destruição da fauna e o desequilíbrio do ecossistema, provocada pelo homem;
4) solicitar às equipes que comentem, escrevam e/ou desenhem sobre o que compreenderam a respeito de cada uma das canções ouvidas por eles.

* Recebido do Grupo do Google *
( Grupo onde professores de todo o Brasil realizam trocas de atividades e outros assuntos de Educação )

Como fazer um Plano de Aula

Vamos por etapas:
É comum professores cometerem um grave erro ao montarem um Plano de aula: fazê-lo para si próprio.
O Plano de aula deve ser feito para o aluno!
Como assim?!
Você deve estar se perguntando...
É simples: o centro de um Plano de aula é, sem dúvida, o aluno!
Como vai aprender e como vai receber o que você está propondo.
É preciso fazer com que o aluno estude para aprender e não para “passar de ano” e você só conseguirá isto se fizer um Plano de aula, onde ele (o aluno) é o “tema central”.Mas o que eu, como professor (a), pensa não conta?É claro que sim, pois nós, educadores, somos os responsáveis por propiciar situações em que o aluno se aproprie do conhecimento.

Lembre-se: o aluno não é um ser que não sabe nada e vai à escola para aprender tudo com o professor, que é o detentor do saber.
Agora que já “sabe” que o tema central do Plano de aula deve ser o aluno, você deve preocupar-se em criar situações interessantes para sua aula.
Como são seus alunos?
Do que mais gostam? Ouvir histórias, dançar...?
Evite pensar: “Como vou ensinar isto à turma?” e pense:
“Como meus alunos irão aprender isto?”.
O processo de ensino-aprendizagem é uma troca gostosa: você aprende com seus alunos e eles com você, pois cada criança já chega à escola com conhecimentos diversos... Assim como o professor...
Os alunos não são todos iguais, logo não aprendem da mesma forma.
O educador deve conhecer e respeitar seu aluno. Respeitar seus limites, suas dificuldades, sua opinião...

Vamos para a prática!

Primeiro
– TEMA GERADOR:
Sua aula será sobre o quê?
Segundo
– OBJETIVO:
O que seu aluno deve FAZER SABER e SER?FAZER – o que seu aluno vai fazer durante a aula? Pintar?
Dançar?
Escrever?
Recortar?
Colar?

SABER – a atividade que seu aluno desenvolveu o levou a saber o quê? O que ele “aprendeu”?
SER – a atividade que seu aluno fez o levou a se apropriar de um conhecimento, certo? Como este conhecimento acrescentará nele (o aluno) como pessoa, cidadão?Terceiro –

PROCEDIMENTOS: como será desenvolvida a sua aula? Como proceder para que o aluno
FAÇA, SAIBA e SEJA?!

Quarto –
AVALIAÇÃO:
como você avaliará seu aluno? (Não fique sentado durante o desenvolvimento das atividades, circule pela sala de aula observando-os e tirando, possíveis, dúvidas.
Elogie, estimule, avalie!).

Algumas idéias!
Monte um Plano de aula em que o aluno participe.
Promova debates, ouça-os e faça com que ouçam a você (“eu utilizo muito a frase:
Quando um fala o outro escuta!”).
Criança gosta de se sentir útil, promova brincadeiras para escolher o AJUDANTE DO DIA (em minhas aulas o ajudante conta uma história ou narra um fato que aconteceu em sua vida, para a turma!).
Decore a sala com enfeites confeccionados por eles mesmos.
Evite abstrair em suas aulas (principalmente na Educação Infantil) quando falar em “algo” leve “este algo” para que a turma veja.
Se não puder levar, consiga fotos e mostre a eles.
Não crie situações complicadas demais, ofereça desafios pertinentes à idade de seu aluno.
Fale de situações que lhe sejam familiares, cite o nome de algumas crianças e peça, se estas se sentirem seguras para tal, que contem como foi seu dia, ou como foi sua última festa de aniversário...
A partir daí conduza a aula de acordo com o TEMA GERADOR e vá inserindo os conteúdos propostos


PLANO DE AULA(Eu utilizei este Plano de aula com uma turminha da CA – Faixa etária 6 anos)

TEMA GERADOR: Noções de lateralidade

OBJETIVOS:
Dançar a música “Roda, roda, roda e não saia do lugar” – CD Xuxa só para baixinhos 2;
Pintar, recortar e montar um boneco;
Trocar de lugar com colegas de turma observando quem está ao seu lado DIREITO e ao seu lado ESQUERDO;
Escrever o nome do colega que se senta à sua ESQUERDA e à sua DIREITA (fazendo interdisciplinaridade com Português);
Falar de situações que envolvam o Tema gerador (Lateralidade) presentes em seu dia-a-dia;
Saber distinguir o DIREITO do ESQUERDO, após desenvolver as atividades propostas neste Plano de aula;
Compreender que a lateralidade está em sua vida, associando o que está sendo proposto com situações de seu dia-a-dia.

PROCEDIMENTOS:
Iniciar a aula abordando o TEMA GERADOR através de um debate com a turma respeitando suas experiências prévias;
Dançar a música “Roda, roda, roda e não saia do lugar” – CD Xuxa só para baixinhos 2;
Trocar de lugar com os colegas (corrida do bonde), observando quem está ao seu lado DIREITO e ESQUERDO;
Após a brincadeira pintar, recortar e montar o boneco;
O ajudante do dia, ou outra criança que o queira, contará uma História (ou alguma situação que tenha acontecido em sua casa) sobre o Tema gerador;
Escrever no caderno (atividades propostas no quadro-de-giz) o nome dos colegas que se sentam ao seu lado DIREITO e ao seu lado ESQUERDO”“.
AVALIAÇÃO:
Avaliar durante as atividades: estimulando, orientando e desafiando os alunos;
Registrar os avanços da turma, de uma forma geral, e individualmente, de cada criança. Desta forma acompanhando o desenvolvimento dos alunos.

Só ensina bem quem sabe aonde quer levar os alunos e se prepara para chegar lá!

A atividade de planejar é considerada complicada, chata e burocrática por boa parte dos professores!
Planejar é simples... Defina os objetivos e o caminho para alcançá-los.
É preciso caminhar muito, mas quem faz o percurso encontra a chave para o sucesso!




OS DEZ MANDAMENTOS PARA BEM PLANEJAR!
1) ESQUEÇA A BUROCRACIA
Antes o Plano vinha pronto, em pacotes. Hoje quem leciona tem espaço para criar!


2) CONHEÇA BEM DE PERTO O SEU ALUNO
Pergunte-se sempre: “O que meu aluno deve e pode aprender?”.

3) FAÇA TUDO OUTRA VEZ (E MAIS OUTRA)
O planejamento deve ser sempre alterado, de acordo com as necessidades da turma.


4) ESTUDE PARA ENSINAR BEM
Uma pessoa só pode ensinar aquilo que sabe, porém é preciso, também, saber como ensinar.


5) COLOQUE-SE NO LUGAR DO ESTUDANTE
Você deve saber se os temas trabalhados em sala são importantes do ponto de vista do aluno.


6) DEFINA O QUE É MAIS IMPORTANTE
Os critérios para estabelecer o que é mais importante ensinar devem ser as necessidades dos alunos.


7) PESQUISE EM VÁRIAS FONTES
Toda aula requer material de apoio. Busque informações em livros, em revistas, na Internet...


8) USE DIFERENTES MÉTODOS DE TRABALHO
Métodos como: aulas expositivas, atividades em grupo e pesquisas são excelentes aliados!


9) CONVERSE E PEÇA AJUDA
Converse com os colegas! Aproveite as reuniões!


10) ESCREVA, ESCREVA, ESCREVA
Compre um caderno e anote, no fim do dia, tudo o que você fez em classe. Esta é uma forma de você analisar o que está ou não dando certo em seu trabalho!



* Recebido do Grupo do Google *

IMPEDINDO A APRENDIZAGEM DA LEITURA


Regras que professores e pais NÃO deviam seguir:
1 – ESPERAR UM DOMÍNIO PRECOCE DAS REGRAS DE LEITURA.
2 – GARANTIR QUE AS REGRAS DE FONOLOGIA SEJAM APRENDIDAS E USADAS.
3- ENSINAR LETRAS E PALAVRAS UMA DE CADA VEZ, TENDO CERTEZA DE QUE UMA FOI APRENDIDA ANTES DE PASSAR PARA A SEGUINTE.
4 – FAZER DA LEITURA PERFEITA DE CADA PALAVRA O SEU PRINCIPAL OBJETIVO.
5- NÃO ESTIMULAR A ADIVINHAÇÃO; INSISTIR PARA QUE AS CRIANÇAS LEIAM CUIDADOSAMENTE.
6-INSISTIR NA PRECISÃO O TEMPO TODO.
7- CORRIJIRMOS ERROS IMEDIATAMENTE.
8- IDENTIFICAR E TRATAR OS LEITORES PROBLEMÁTICOS O MAIS CEDO POSSÍVEL.
9- USAR CADA OPORTUNIDADE DURANTE O ENSINO DE LEITURA PARA MELHORAR A ORTOGRAFIA E A EXPRESSÃO ESCRITA E INSISTIR TAMBÉM PARA QUE FALEM A LÍNGUA DA MANEIRA MAIS CORRETA POSSÍVEL.
* Recebido do Grupo do Google *

05/02/2010

Educação Inclusiva


COMPORTAMENTOS INCLUSIVOS
DIANTE DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
Romeu Kazumi Sassaki
São Paulo, dezembro de 2005

Evidências no dia-a-dia nos mostram que existe um interesse, cada vez mais generalizado dentro da população, em conhecer e relacionar-se corretamente com as pessoas que têm uma deficiência.
Palestras, cursos, campanhas, livros, folhetos, revistas – em todas as partes da sociedade constatamos mensagens escritas, faladas, desenhadas e dramatizadas ensinando as formas corretas de se interagir com pessoas cuja deficiência é bastante variada e cuja presença é notada com mais freqüência a cada dia que passa.
Neste artigo, apresento uma síntese desses comportamentos inclusivos diante de pessoas com deficiência, parte deles transcrita e/ou adaptada de inúmeros textos publicados (ver Bibliografia consultada) e parte aprendida em minha experiência profissional dentro do campo da reabilitação profissional, bem como em minha atuação no movimento de direitos, nos últimos 45 anos.

Dicas gerais diante de uma pessoa com qualquer tipo de deficiência
-Converse com ela respeitosamente, sabendo que ambos desejam ser respeitados como seres humanos.
-Comporte-se de igual para igual, ou seja, considerando que vocês dois possuem a mesma dignidade.
-Aceite a outra pessoa como ela é, assim como você espera ser aceito do jeito que você é.
-Ofereça ajuda sempre que notar que a pessoa parece necessitá-la. Pergunte antes de ajudar e jamais insista em ajudar. Se ela aceitar a ajuda, deixe que ela lhe diga como quer ser.
-Lembre-se de que as pessoas com deficiência têm os mesmos direitos garantidos a todos os povos na Declaração Universal dos Direitos Humanos e na Constituição de cada país.

Diante de uma pessoa com deficiência física
1. Que usa cadeira de rodas
-Não se apóie na cadeira de rodas, nem com as mãos nem com os pés. A cadeira de rodas é uma extensão do corpo da pessoa que a utiliza.
-Não receie em falar as palavras “ande”, “corra” e “caminhe”. As próprias pessoas com deficiência física também as utilizam.
-Se a conversa for demorar, sente-se num banco ou sofá de modo que seus olhos fiquem no mesmo nível do olhar da pessoa em cadeira de rodas. Para uma pessoa sentada, não é
confortável ficar olhando para cima durante um período relativamente longo.
-Ao ajudar uma pessoa em cadeira de rodas a descer uma rampa ou degraus, use a marcha à ré, para evitar que, pela excessiva inclinação, a pessoa perca o equilíbrio e caia para frente.
-Ande na mesma velocidade do movimento da cadeira de rodas.
-Ao planejar eventos, providencie acessibilidade arquitetônica em todos os recintos.

2. Que usa muletas
-Tome cuidado para não tropeçar nas muletas.
-Ao acomodar as muletas, após a pessoa sentar-se, deixe-as sempre ao alcance das mãos
-Ande no mesmo ritmo da marcha da pessoa.

3. Que tenha necessidade especial no uso dos braços e mãos e do corpo em geral
-Siga as cinco dicas gerais, acima indicadas.
-Esteja atento às particularidades de cada tipo de deficiência física.

Diante de uma pessoa com deficiência visual
1. Pessoa cega
-Se andar com uma pessoa cega, deixe que ela segure seu braço. Não a empurre; pelo
movimento de seu corpo, ela saberá o que fazer.
-Em lugares estreitos para duas pessoas caminharem, ponha o seu braço para trás de modo que a pessoa cega possa seguir você.
-Se estiver com ela durante a refeição, pergunte-lhe se quer auxílio para cortar a carne, o
frango ou para adoçar o café, e explique-lhe a posição dos alimentos no prato.
-Num restaurante, é de boa educação que você leia o cardápio e os preços, se a pessoa cega assim o desejar.
-Se for auxiliar a pessoa cega a atravessar a rua, pergunte-lhe antes se ela necessita de
ajuda e, em caso positivo, atravesse-a em linha reta, senão ela poderá perder a orientação.
-Se ela estiver sozinha, identifique-se sempre ao aproximar-se dela. Nunca empregue
brincadeirinhas como: “Adivinha quem é?”.
-Se for orientá-la a sentar-se, coloque a mão da pessoa cega sobre o braço ou encosto da
cadeira, e ela será capaz de sentar-se facilmente.
-Se observar aspectos inadequados quanto à aparência da pessoa cega (meias trocadas,
roupas pelo avesso, zíper aberto etc.), não tenha receio de avisá-la discretamente a respeito de sua roupa.
-Se conviver com uma pessoa cega, nunca deixe uma porta entreaberta. As portas devem estar totalmente abertas ou completamente fechadas. Conserve os corredores livres de obstáculos. Avise-a se a mobília for mudada de lugar.
-Se você trabalha, estuda ou está em contato social com uma pessoa cega, não a exclua nem minimize a participação dela em eventos ou reuniões. Deixe que a pessoa cega decida sobre tal participação. Trate-a com o mesmo respeito que você demonstra ao tratar uma pessoa que enxerga.
-Se for orientá-la, dê direções do modo mais claro possível. Diga “direita”, “esquerda”,
“acima”, “abaixo”, “para frente” ou “para trás”, de acordo com o caminho que ela
necessite percorrer. Nunca use termos como “ali”, “lá”.
-Indique as distâncias em metros. Por exemplo: “Uns 10 metros para frente”.
-Se for a um lugar desconhecido para a pessoa cega, diga-lhe, muito discretamente, onde as coisas estão distribuídas no ambiente, os degraus, meios-fios etc.
-Se vocês estiverem numa festa, diga à pessoa cega quais as pessoas presentes e veja se ela encontra pessoas para conversar, de modo que se divirta tanto quanto você.
-Se for apresentá-la a alguém, faça com que ela fique de frente para a pessoa a quem você está apresentando, impedindo que a pessoa cega estenda a mão, por exemplo, para o lado contrário em que se encontra a outra pessoa.
-Se conversar com uma pessoa cega, fale sempre diretamente, e nunca por intermédio de seu companheiro. A pessoa cega pode ouvir tão bem ou melhor que você. Não evite as palavras “veja”, “olhe” e “cego”; use-as sem receio. As pessoas cegas também as usam.
-Quando se afastar da pessoa cega, avise-a, para que ela não fique falando sozinha.
A pessoa cega não vive num mundo escuro e sombrio. Ela percebe coisas e ambientes e
adquire informações através do tato, da audição e do olfato. Ela pode ler e escrever por
meio do braile.
-O computador também é um bom aliado, possibilitando à pessoa cega escrever e conferir os textos, ler jornais e revistas, via internet ou livro digitalizado, usando programas específicos (DosVox, Virtual Vision, Jaws, por exemplo) nos quais se fala o que está escrito na tela.
-Com a bengala ou com o cão-guia, a pessoa cega pode caminhar com autonomia,
identificando ou desviando-se de degraus, buracos, meio-fio, raízes de árvores, orelhão,
postes, objetos protuberantes nos quais ela possa bater a cabeça etc. O cão-guia nunca
deverá ser distraído do seu dever de guiar a pessoa cega.
-Ao planejar eventos, providencie material em braile.

2. Pessoa com baixa visão
-Ao se tratar de pessoa com baixa visão, proceda quase das mesmas formas acima
-Ao planejar eventos, providencie material impresso com letras ampliadas.

3. Pessoa surdo cega
Em geral, a pessoa com surdo cegueira está acompanhada de um guia-intérprete, que
utiliza diversos recursos de comunicação como, por exemplo, a libras tátil (libras na palma das mãos) ou o tadoma (pessoa surdo cega coloca a mão no rosto do guia-intérprete, com o polegar tocando suavemente o lábio inferior e os outros dedos pressionando levemente as dobras vocais). Assim, pela vibração das dobras vocais, ela consegue entender o que a outra pessoa está falando. Há pessoas surdas cegas que apenas não ouvem, mas falam;
portanto, ela pode “ouvir” pelo tadoma e falar com a própria voz. Quando entrar numa
conversa com uma pessoa surdo cega, que utiliza o tadoma, deixe que ela faça o mesmo


Diante de uma pessoa com deficiência auditiva
1. Pessoa surda
-Se quiser falar com uma pessoa surda, sinalize com a mão ou tocando no braço dela.
Enquanto estiverem conversando, fique de frente para ela, mantenha contato visual e cuide para que ela possa ver a sua boca para ler os seus lábios. Se você olhar para o outro lado, ela pode pensar que a conversa terminou.
-Não grite. Ela não ouvirá o grito e verá em você uma fisionomia agressiva.
-Se tiver dificuldade para entender o que uma pessoa surda está dizendo, peça que ela
repita ou escreva.
-Fale normalmente, a não ser que ela peça para você falar mais devagar.
-Seja expressivo. A pessoa surda não pode ouvir as mudanças de tom da sua voz, por
exemplo, indicando gozação ou seriedade. É preciso que você lhe mostre isso através da
sua expressão facial, gestos ou dos movimentos do corpo para ela entender o que você quer comunicar.
-Em geral, pessoas surdas preferem ser chamadas “surdos” e não “deficientes auditivos”.
-Se a pessoa surda estiver acompanhada de um intérprete da língua de sinais, fale olhando para ela e não para o intérprete.
-É muito grosseiro passar por entre duas pessoas que estão se comunicando através da
língua de sinais, pois isto atrapalha ou impede a conversa.
-Se aprender a língua de sinais brasileira (libras), você estará facilitando a convivência com a pessoa surda.
-Ao planejar um evento, providencie avisos visuais, materiais impressos e intérpretes da
língua de sinais.

2. Pessoa com baixa audição
-Ao se tratar de pessoa com baixa audição, proceda quase das mesmas formas indicadas
para relacionar-se com pessoas surdas.
-Em geral, as pessoas com baixa audição não gostam de ser chamadas “surdos” e sim
“deficientes auditivos”.

Diante de uma pessoa com deficiência da fala
-Existem diversas alterações de fala, variando desde as mais simples, como a dificuldade
em pronunciar os sons de maneira correta, até as mais complexas, como a perda total da
voz, as gagueiras mais graves e os transtornos causados por um problema neurológico, que podem prejudicar tanto a fala como a compreensão.
-Todas estas alterações podem trazer um prejuízo ou até mesmo um impedimento para a
comunicação oral.
-Mantenha a calma quando falar com alguém que apresenta alguma dificuldade de
comunicação oral. Não tente adivinhar o que ela quer dizer e não a deixe sem resposta.
-Procure olhar no rosto de quem fala; fale pausadamente; use poucas palavras de cada vez; espere a sua vez de falar e só comece quando tiver certeza de que o outro terminou o que tinha a dizer.
-Se não entendeu o que foi falado, não tenha receio de pedir que o outro repita ou escreva.
-A maior parte das pessoas com dificuldade na fala tem consciência disso e não se
incomoda em repetir, desde que encontre alguém realmente interessado em ouvi-la.
-Preste mais atenção no conteúdo da fala do que em sua forma e, principalmente, não
discrimine alguém pela maneira dele de falar.

Diante de uma pessoa com deficiência intelectual
-Ao dirigir-se a uma pessoa com deficiência intelectual, aja com naturalidade, como você faria com qualquer outra pessoa.
-Não confunda “deficiência intelectual” (deficiência mental) com “transtorno mental”
(doença mental).
-A pessoa com deficiência intelectual é, em geral, muito carinhosa e disposta a conversar.
-Procure dar-lhe atenção e tratá-la de acordo com a faixa etária: criança, adolescente,
-Não a ignore durante conversação. Cumprimente-a e despeça-se dela, como você o faria com outras pessoas.
-Não a superproteja, nem use linguagem infantilizada.
-Deixe que ela tente fazer sozinha tudo o que ela puder. Ajude apenas quando for realmente necessário.
-Entenda que a pessoa com deficiência intelectual aprende mais lentamente. Se você
respeitar o ritmo dela e lhe oferecer oportunidade, ela pode desenvolver habilidades,
tornar-se produtiva e participar do mundo com dignidade e competência.
-Diante de uma pessoa com outras deficiências
-Existem pessoas que apresentam uma deficiência que não foi mencionada até aqui. Por
exemplo, a deficiência múltipla, que se caracteriza pela presença simultânea de dois ou
mais tipos de deficiência acima citados.
-Também existem pessoas com paralisia cerebral, com síndrome de Down, com
hiperatividade, com ostomia, com dislexia e assim por diante. Mas, paralisia cerebral,
síndromes diversas, hiperatividade, ostomia, dislexia etc. não são tipos de deficiência; são
condições que acarretam alguma deficiência.
-Por outro lado, existem pessoas com epilepsia, com hanseníase, com transtorno mental,
com autismo, com transtorno de déficit de atenção (TDA) etc. Porém, epilepsia,
hanseníase, transtorno mental, autismo, TDA etc. também não constituem tipos de deficiência; são doenças que podem acarretar alguma deficiência.
-Há casos em que uma doença e uma condição estão presentes juntas. Por exemplo, transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).
-Podemos, então, comportar-nos diante de uma pessoa com deficiência resultante dessas
condições ou doenças, seguindo todas as dicas gerais e algumas das dicas específicas, de acordo com cada caso.
-A questão das condições e doenças como causas de deficiências é polêmica e não encontra
um consenso entre especialistas. Por exemplo, a ostomia e a paralisia cerebral foram
colocadas como formas de deficiência física, e não como causas, no Decreto nº 5.296, de


Bibliografia Consultada
AGETRAN/SAS. Alerta ao cidadão (cartilha “Viva Seu Bairro – Projeto Multissetorial Integrado”).
Campo Grande: Agência Municipal de Transporte e Trânsito / Secretaria Municipal de Assistência
Social, c.2005.
BRASIL. Decreto nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004 (Lei da Acessibilidade).
CAPOVILLA, F. C., & RAPHAEL, W. D. Dicionário enciclopédico ilustrado trilíngüe da língua de
sinais brasileira. São Paulo, SP: Edusp, 2001. E-mail: capovila@usp.br.
CEPRED. Como você deve se comportar diante de uma pessoa que... Salvador, BA: Centro Estadual
de Prevenção e Reabilitação de Deficiências, c.2004 (folheto adaptado do livreto Handicapés,
escrito pelo Movimento de Mulheres Jovens, de Paris, em 16/11/82). E-mail:
cepred@saude.ba.gov.br.
CLEMENTE, Carlos Aparício. Conviva com a diferença. Osasco: Espaço da Cidadania, 2003 (cartilha
disponível em http://ecidadania.cjb.net, e-mail: espaco.cidadania@ig.com.br).
CJGG. Manual para inclusão social das pessoas portadoras de deficiência. Planaltina, DF: Comissão
Jovem Gente como a Gente, 2000 (folheto adaptado do livreto Handicapés, escrito pelo
Movimento de Mulheres Jovens, de Paris, em 16/11/82). E-mail: comissão.jovem@zaz.com.br
DUTRA, Luiz Carlos. Pastoral da inclusão: pessoas com deficiência na comunidade cristã. São
Paulo: Loyola, 2005.
FDNC. O que você pode fazer quando encontrar uma pessoa cega. São Paulo: Fundação Dorina
Nowill para Cegos, c.2005 (folheto). Site: www.fundacaodorina.org.br, e-mail:
info@fundacaodorina.org.br.
SASSAKI, R. K. Atualizações semânticas na inclusão de pessoas: deficiência mental ou intelectual?
Doença ou transtorno mental? Jornal do Sinepe-RJ, ano XIV, n. 88, jul./set. 2005, p. 10-11 e
Revista Nacional de Reabilitação, São Paulo, ano V, n. 24, jan./fev. 2002, p. 6-9.
_____. Nomenclatura na área da surdez. São Paulo, 2004. (texto não-publicado disponível pelo e-
mail: romeukf@uol.com.br).
_____. Como chamar as pessoas que têm deficiência. In: Vida Independente. São Paulo: RNR, 2003,
_____. Terminologia sobre deficiência na era da inclusão. In: Mídia e deficiência, Brasília: Agência de
Notícias dos Direitos da Infância e Fundação Banco do Brasil, 2003, p. 160-165.
_____. Terminologia sobre deficiência na era da inclusão. Revista Nacional de Reabilitação, São
Paulo, ano V, n. 24, jan./fev. 2002, p. 6-9.
SEAD. Dicas para conviver valorizando as diferenças. Recife: Superintendência Estadual de Apoio à
Pessoa com Deficiência / Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Social, c.2003 (folheto
disponível pelo e-mail: sead@fisepe.pe.gov.br).
C:\Romeu Kazumi Sassaki\Arquivos\Textos de word\Sensibilização - conscientização\
Comportamentos inclusivos diante de pessoas com deficiência.doc

* Retirado Artigo da Internet *

02/02/2010

Jogos matemáticos

Brincando se aprende matemática

Os jogos constituem um espaço privilegiado para a aprendizagem e, quando bem utilizados, ampliam possibilidades de compreensão através de experiências significativas que se propõem. Seu caráter lúdico permite que inúmeras relações de naturezas diversas sejam feitas quase incansavelmente, numa quantidade bem maior do que com exercícios e propostas únicas e restritas. Porém o jogo enquanto possível elemento pedagógico não é em si o transmissor de conhecimentos. É preciso um projeto claro que integre o jogo às relações que os alunos estabelecerão no ato de jogar frente aos desafios e ações mentais e materiais que o aluno deverá fazer ao jogar. Nesta instância, o planejamento e a intenção do professor são ações fundamentais para a promoção da aprendizagem. Além disso, os jogos por seu caráter coletivo, permitem que os alunos troquem informações, façam perguntas e explicitem suas idéias, estratégias e concepções numéricas avançando em seu processo de aprendizagem.

1- 50 casas
Material: tabuleiro quadriculado (50 quadrados), fichas ou sementes, 2 ou 3 dados
Conteúdo: leitura e soma de dados, contagem, comparação de quantidadesCada jogador usa um tabuleiro. Um de cada vez joga os dados, soma as quantidades sorteadas e coloca o mesmo número de fichas sobre o tabuleiro. O vencedor é o que primeiro preencher as 50 casas

2- Batalha
Material: cartas do baralho – de Ás a 10
Conteúdo: leitura de números, comparação
A meta é ganhar mais cartas. Um dos jogadores distribui as cartas: uma para cada participante a cada rodada. Na sua vez, cada jogador abre a primeira carta de seu monte. Aquele que virar a carta mais alta pega todas as cartas para si. Todas as jogadas se repetem da mesma forma até que todas as cartas já tenham sido distribuídas. Se abrirem cartas iguais, os jogadores que empataram devem virar outra carta e aquele que tirar a maior ganha. Pode ser jogado em duplos ou pequenos grupos

3- 7 cobras
Material: 2 dados, lápis e papel
Conteúdo: somam de dados, leitura e grafia de números
Escreve-se a seqüência numérica na folha de papel (2 a 12). Na sua vez de jogar, o jogador soma os dados e marca com um X o número sorteado. Se a soma der 7, o jogador desenha uma cobra no seu papel. Quem marcar todos os números primeiro, com o menor número de cobras é o vencedor. Quem obter 7 cobras sai do jogo.

4- Cobra:
Material: folha de papel, 1 ou 2 dados, lápis
Conteúdo: seqüência numérica soma grafia e identificação de numerais
Joga-se em duplos ou pequenos grupos. Cada um desenha uma cobra dividida em pedacinhos onde serão escritos os números (1 a 6 – se for jogado com apenas 1 dado) (2 a 12 se com 2). Na sua vez de jogar, o participante joga os dados e faz um X ou pinta o pedacinho da cobra que contém a quantia sorteada. Ganha quem pintar a cobra primeiro.

5- Jogo dos pontos
Material: folha de papel e caneta de cores diferentes
Conteúdo: contagem
Pontilhar a folha cuidadosamente na horizontal e vertical de modo a parecer um quadriculado. É um jogo de estratégia para dois ou mais participantes. Cada um na sua vez deve unir dois pontinhos. Só vale um traço por vez. Aquele que conseguir fechar um quadrado deve colocar a inicia do seu nome dentro dele e continua jogando até que não haja mais possibilidades de fechar quadrados. Vence quem tiver fechado a maior quantidade.

6- Quantos patos você tem?
Material: 2 ou 3 dados, folha de papel e lápis
Conteúdo: soma de dados, seqüência numérica, comparação de quantidades, representação numéricaCombina-se antes de iniciar o número de rodadas. Cada um, na sua vez de jogar, joga os dados e efetua a soma marcando a quantidade obtida na sua folha. Ao final das rodadas, somam-se todas as quantidades obtidas e ganha aquele que obteve maiores números de “patos”

7- Quadrado perfeito:
Material: 25 quadrados sendo 5 de cada cor
Conteúdo: comparação entre cores, seqüência lógica, formas geométricas
Pode ser jogado individualmente, duplo ou trio. O objetivo é formar um quadrado usando todos os quadradinhos recebidos sem, contudo, repetir cores na horizontal, vertical e diagonal

8- Número oculto
Material: lápis e papel
Conteúdo: comparação de quantidades, seqüência numérica, raciocínio lógico matemático.
Sorteia-se um jogador para iniciar. Este pensará em um número dentro do limite estabelecido pelo grupo (0 a 10 ou 10 a 20, ou 0 a 50, etc) anotando no papel sem deixar ninguém ver. Os outros participantes deverão um de cada vez, dizer números a serem comparados com o número oculto pensado pelo jogador. O aluno que pensou no número deve dizer se os números ditos pelos amigos são maiores ou menores que o número pensado por ele, até que alguém descubra o número oculto e ganhe o direito de pensar nele, iniciando uma nova rodada.

9- Nunca 10
Material: tampinhas de garrafa de cores diferentes ou palitos de sorvete coloridos (2, 3 ou 4 cores), 1 ou 2 dados
Conteúdo: soma noção de unidade, dezena, centena e milhar
Cada jogador, na sua vez, jogará o dado, soma-se a quantidade e se pega a quantidade de palitos sorteadas. Iniciando com uma cor que representará as unidades (verde, por exemplo). Ao se obter 10 palitos verdes (10 unidades) troca-se por 1 palito (azul, por exemplo) que representa 1 dezena. A centena é vermelha e o milhar amarelo. No final das rodadas combinadas efetua-se a soma para saber qual o vencedor.

10- O que mudou?
Material: cartões grandes com numerais em seqüência.
Conteúdo: seqüência numérica, identificação do numeral, noção de quantidade
Os cartões são expostos no chão, ou sobre uma mesa, em seqüência numérica. Toda a classe fica de costas para os cartões e a professora retira um dos cartões. Conta até 3 e todos se voltam tentando descobrir o que mudou. Depois passa a trocar 2 cartões de lugar. Em seguida poderá tirar 2 cartões. As crianças se revezarão para substituir a professora.

11- Classificando as cores
Material: 1 dado, cartelas de cores.
Conteúdo: noção de cor, de quantidade e de conjunto
As cartelas estão dispostas com a face colorida para baixo. A criança vira uma delas e separa os objetos daquela cor (lig-lig, tampinhas, carrinhos, etc). Não se deve esquecer que a verbalização deve acompanhar constantemente as atividades, e a criança precisa aprender a justificar suas conclusões, pois só assim poderá incorporar o novo conhecimento. O professor deve estimular as reflexões: “Que cor vocês vão separar?”, “Que cores sobrou?”

Blocos lógicos: São compostos de 48 blocos, com quatro variáveis: cor, forma, tamanha e espessura. Existem três cores: vermelho, azul e amarelo. Quatro formas: quadrado, retângulo, círculo e triângulo. Dois tamanhos: grande e pequeno e duas espessuras: grosso e fino.

1- Jogo da adivinhação
Material: 1 caixa, objetos variados ou 1 caixa de blocos lógicos.
Conteúdo: percepção tátil, contagem, identificação de numerais, cores, formas, tamanho, espessura...Dividir as crianças em vários grupos e colocar os objetos ou blocos lógicos numa caixa no centro da sala, fechada com uma tampa onde há um buraco, pelo qual passa apenas a mão da criança. De cada grupo uma criança vai à caixa, a sua vez, coloca a mão, “adivinha” o que está sendo pedido (cor, forma, espessura...). Se acertar, leva a peça para seu grupo, marcando ponto. Se errar, recoloca o objeto na caixa. Ao final das rodadas combinadas, proceder a contagem de cada grupo comparando as quantidades.

2- Pipa
Material: 1 caixa de blocos lógicos, giz de lousa.
Conteúdo: desenvolvimento da estética, noção de cor, forma, espessura, tamanho e quantidade.
A professora trabalha a motivação das crianças, perguntando se elas sabem o que é uma pipa, se já viram uma voando com seu rabo comprido e colorido. Com os blocos podemos construir rabos de pipa muito bonitos. A criança pega um bloco na caixa, fala tudo o que sabe sobre ela e em seguida coloca sobre o rabo desenhado pela professora. Isto vai formar uma seqüência longa no chão da sala. Proceda ao registro escrito dessa atividade.

3- Jogo cor e quantidade
Material: cartelas de cores, 1 dado, pinos coloridos (ligue-ligue)
Conteúdo: noção de cores e quantidade.
A professora apresenta uma caixa com as cartelas coloridas. A criança joga o dado e pega uma cartela. Ela deverá pegar os pinos de acordo com o que sair (por exemplo, se ela tirar uma cartela verde e no dado tirar 5, deverá pegar 5 pinos verdes). Ganha o jogo quem tiver mais pinos depois de terminada a ultima rodada combinada.

4- Verdade ou mentira?
Material: 1 caixa de blocos lógicos
Conteúdo: construção de conceitos lógicos, noção de número, seqüência numérica, contagem.
A classe é dividida em duplas, ou pequenos grupos. Numerar os grupos. Tirar a “sorte” pra ver quem começa. Em seguida a professora esconde os blocos atrás de um anteparo, pega uma figura, dirige-se a cada grupo (um de cada vez) e diz um absurdo. Por exemplo: estou segurando uma peça vermelha e azul. Verdade ou Mentira? As crianças devem decidir, se a professora diz a verdade ou mentira. Ganha 1 ponto o grupo que acertar a resposta. Se o grupo errar, o próximo grupo tem o direito de responder. Se esse também errar, passa a vez para o próximo. (a professora sempre respeitará a ordem numérica)

Para os jogos 5, 6, 7, 8 e 9, a professora procederá assim: Divide a classe em dois grupos. Espalha os blocos lógicos sobre uma mesa e posiciona os grupos, em fila, a uma boa distancia da mesma. A professora fica atrás da mesa, de forma que fique de frente para seus alunos. Ela sorteia uma das fichas e o primeiro da fila de cada grupo deverá correr até a mesa e pegar o que se pede. Ganha 1 ponto o grupo que conseguir primeiro achar a figura. No final contam-se os pontos de cada grupo.

5- Pequeno ou grande?
Material: blocos lógicos
Conteúdo: conceito de espessura, noção de quantidade

6- Jogo da forma.
Material: 4 cartelas, cada uma com o desenho de uma figura (quadrado, circulo, triangulo e retângulo) conteúdo: conceito de forma, noção de quantidade, contagem.

7- Jogo da cor
Material: 3 cartelas de cores primárias
Conteúdo: conceito de cor, noção de quantidade, contagem.

8- Grosso ou fino
Material: 1 cartela com um risco grosso e 1 com um risco fino
Conteúdo: noção de espessura, quantidade, contagem

9- Jogos diversos:
A partir de agora a professora trabalha 2 ou mais conceitos juntos.
Material: cartelas de cor, forma, espessura e tamanho
Conteúdo: noção de cor, forma, tamanho, espessura, contagem, quantidade.
A professora agora levantará 2, 3 ou 4 cartelas e a criança deve procurar o bloco correspondente.

10- Jogo das 11 cartelas
Material: cartelas de cores (3), cartela de formas (4), cartelas de tamanho (2) e cartelas de espessura (2)
Conteúdo: cor, forma, tamanho, espessura, contagem, quantidade
A professora dispõe as cartelas com a face para baixo e uma criança vira uma. Todas as peças com aquela característica deverão ser separadas. Numa etapa seguinte, serão virados dois cartões, depois 3 e depois 4. Essa atividade levará a criança a refletir sobre o fato de que dois opostos não podem existir simultaneamente, caso ela tire as cartelas grosso e fino simultaneamente, por exemplo.

11- Jogo com tabela de atributo
Material: 1 cartela para cada criança, blocos lógicos
Conteúdo: discriminação visual, conceitos de cor, forma, espessura e tamanho.
A professora entrega 1 cartela para cada criança e em seguida 1 bloco que será analisado. A criança deverá fazer uma ficha quadradinho correspondente aos atributos daquela peça.
Exemplo de tabela (da esquerda para a direita: vermelho, azul, amarelo, triangulo, quadrado, circulo, retângulo, grande, pequeno, grosso, fino)

12- Jogo Síntese
Material: cartelas como as usadas no jogo anterior
Conteúdo: os mesmos do anterior
A professora entrega uma ficha para todas as crianças, só que dessa vez ela marca os atributos e a criança procura a peça correspondente.

13- Cópia
Material: 2 caixas de blocos
Conteúdo: cor, forma, tamanho, espessura, discriminação visual, seqüência lógica
A classe é dividida em 2 grupos. Dois alunos sentam frente a frente, cada uma com um jogo de blocos. A primeira equipe monta uma série de 5, 6 blocos e a segunda equipe terá que copiá-la, usando as peças com os mesmos atributos.

14- Jogo da seqüência lógica
Material: blocos lógicos
Conteúdo: especifico da seqüência
A professora dispõe as peças numa mesa e monta uma seqüência, por cor, por exemplo: vermelho, amarelo, azul, vermelho, amarelo, azul, vermelho.... Pedir às crianças que observem o que tem de especial nessa cobra. Se as crianças não conseguirem perceber a seqüência, pode-se colocar um cartão com mancha de cor acima de cada bloco. Isto fará com que se isole o critério cor, uma vez que os blocos apresentam todos os critérios simultaneamente, o que pode gerar a dificuldade de percepção da seqüência. Quem conseguir colocar suas peças primeiramente, será o vencedor. As seqüências podem variar:
Formas: um triângulo, um quadrado, um retângulo, um círculo, um triângulo... As crianças deverão dar continuidade, sem se preocuparem com as cores.
Tamanho: um grande e um pequeno, um grande...
Espessura: fino, grosso, fino...
Podemos dar início e deixar as crianças descobrirem a seqüência. Se a maioria não conseguir, aquela que visualizou a seqüência coloca as cartelas de ordem acima das figuras.

15- Bingo com figuras
Material: cartelas
Conteúdo: todos os trabalhados com os blocos, discriminação visual
A professora confecciona cartelas com os desenhos de todas as figuras. As peças são colocadas todas dentro de um saco. Uma criança retira uma peça e a descreve: um quadrado, vermelho, grosso, pequeno. A criança que tiver o desenho em sua cartela tem o direito de colocar um feijão ou uma pedrinha sobre a figura para marcar os lugares. Quem primeiro completar suas cartelas vence o jogo. Eis um exemplo de uma das casas do bingo.


16- Jogo quantificadores
Material: blocos lógicos
Conteúdo: utilização de vocabulário especifica percepção visual, desenvolvimento das noções de tamanho, cor, forma e espessura.
A professora apresenta um conjunto para as crianças, e pede que elas formem frases, olhando as peças do conjunto: por exemplo: Nenhum é triângulo: Todos são quadrados: Alguns são grandes: Um é amarelo: Apenas um é azul: Muitos são retângulos; O quadrado vermelho é grosso; Nem todos são finos...

17- Jogo da charada
Material: cartelas de cores, formas, espessura e tamanho
Conteúdo: as trabalhadas com blocos lógicos, desenvolvimento do raciocínio lógico, discriminação visual
Uma equipe escolhe uma peça. Depois disso, vai colocando as cartelas de transformação e no final a peça decorrente. Essa é colocada dentro de um saco. A outra equipe terá que seguir o caminho, tentando descobrir qual a peça está dentro do saco. A equipe que acertar, marcará um ponto. Por exemplo:
Da esquerda para a direita (sem contar as flechas) = azul e amarelo
A equipe 1 mostrará o triângulo vermelho grande grosso e a equipe 2 terá que encontrar a peça escondida que é o retângulo, amarelo, pequeno e fino. Podemos desenvolver esse jogo em dois níveis de dificuldade:
Nível 1 - as crianças podem pegar a peça correspondente a cada modificação.
Nível 2 - as crianças terão que fazer as modificações mentalmente, sem manipular as peças.

18- Jogo do detetive
Material: blocos lógicos
Conteúdo: os trabalhados com os blocos, raciocínio lógico
As crianças podem ser organizadas em duas equipes. Cada equipe dispõe de um jogo de blocos.
Nível 1 - A equipe 1 escolhe uma peça e a coloca atrás de um anteparo. A equipe 2 dispõe os blocos a sua frente, para ajudar a organizar o raciocínio. Esta equipe deve discutir a estratégia de perguntas. Por exemplo: É vermelha? Se equipe 1 responder que não, a equipe 2 poderá retirar as peças vermelhas e perguntar: É amarela? As perguntas continuam até que a equipe 2 possa descobrir qual é a peça que está atrás do anteparo. Então as equipes invertem as posições e a equipe 2 passa a esconder a peça. Uma variante é marcar o número de perguntas que cada equipe faz, ganhando o jogo, quem fizer o menor número de perguntas. Entretanto, se chutar e errar perde o jogo.
Nível 2 - Quando o jogo, com a manipulação das peças se tornarem fácil, podemos sugerir que as crianças apenas olhem para as peças, mas não as toquem.
Nível 3 - Este nível é bem mais difícil, porque exige um raciocínio classificatório interiorizado, vamos sugerir que as crianças descubram a peça sem olhar para outro conjunto de blocos.
Nível 4 - Esconderemos duas ou três peças simultaneamente, que deverão ser descobertas.

19- O tesouro do Pirata
Material: 1 caixa de blocos lógicos.
Cada criança pega 1 figura da caixa de blocos lógicos e fica atenta à história. A professora inicia a história: Era uma vez um pirata muito mau. Ele era dono de um navio e vivia de roubar tesouros. Um dia ele roubou um baú cheinho de moedas de ouro e não repartiu com nenhum marujo de seu navio. Naquela noite uma tempestade fez com que o navio batesse nas pedras. Um buraco se abriu no casco do navio que foi ao fundo do mar. Todos os marujos e o pirata nadaram até uma pequena ilha e se salvaram. O pirata estava inconformado e fez com que seus marujos mergulhassem, um a um, até o fundo do mar para ver se recuperavam seu amado baú de moedas de ouro. Mas os marujos voltavam de mãos vazias. O pirata começou a desconfiar que um dos marujos o estivesse enganando. Então ele começa uma investigação. Nesse momento a professora vai dando as características do ladrão. Por exemplo: o ladrão está com uma peça grande – os que estão com peças pequenas não são os ladrões e devem guardá-las na caixa. Em seguida dó outra característica: O ladrão está com uma peça grande e grossa.... Depois grande grossa e vermelha.... Grande, grossa, vermelha e de quatro lados, e finalmente dá a ultima característica (escolhe entre quadrado e retângulo). A cada vez que fizer essa brincadeira muda as características.
Variação: a professora entrega uma cartela com os dados da figura para que a criança descubra.

20- Ditado de formas e posições
Material: blocos lógicos
Conteúdo: noção espacial, lateralidade, raciocínio lógico, linguagem verbal, desenvolvimento de conceitos diversos como: em cima, embaixo, dentro, fora, de um lado, do outro, etc...
Uma dupla de crianças, sentadas uma de costas para a outra tendo uma mesa à sua frente. Cada um recebe blocos idênticos. Um deles deve montar uma cena com suas figuras. Depois disso, ditará ao seu companheiro que tentará montar uma cena idêntica. O que dita deve dar o maior número de informações possível. Por exemplo: Coloque o circulo vermelho no meio da mesa. Coloque o quadrado azul em cima dele. O triângulo azul fica do lado direito do circulo.Obs.: os blocos podem ser trocados por objetos diversos: cola, tesoura, caneca, lápis, etc.

21- Jogo das diferenças
Material: blocos lógicos
Conteúdo: os trabalhados com os blocos, percepção visual, desenvolvimento do raciocínio lógico.Nesta atividade, as crianças trabalham sobre um quadro contendo três peças. O desafio consiste em escolher a quarta peça observando que, entre ela e sua vizinha, deverá haver o mesmo número de diferenças existente entre as outras duas peças do quadro.
Exemplo:1- triângulo, amarelo, grosso e grande;
2- quadrado, amarelo, grosso e grande;
3- retângulo, amarelo, grosso e grande;
Eles deverão escolher a quarta peça (círculo, amarelo, grosso e grande) observando que, entre ela e sua vizinha, deverá haver o mesmo número de diferenças existente entre as outras duas peças (a diferença na forma).
As peças serão colocadas pela professora de forma que, em primeiro lugar, haja apenas uma diferença. Depois duas três e, por fim, quatro diferenças entre as peças...


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Brincadeiras Infantis nas Aulas de Matemática


Em matemática, utilizar brincadeiras infantis como atividade freqüente significa abrir um canal para explorar idéias referentes a números de modo bastante diferente do convencional. Enquanto brinca, a criança pode ser incentivada a realizar contagens, comparações de quantidades, identificarem algarismos, adicionar pontos que fez durante a brincadeira, perceber intervalos numéricos, isto é, iniciar a aprendizagem de conteúdos relacionados ao desenvolvimento do pensar aritmético. O brincar proporciona oportunidades de perceber distâncias, desenvolver noções de velocidade, duração, tempo, força, altura, além da geometria com suas noções de posição no espaço, de direção e sentido, discriminação visual, memória visual e formas geométricas. É muito importante estimular o registro pictórico depois das brincadeiras.
Eis algumas brincadeiras que poderemos explorar nas aulas de matemática.

1- Amarelinha:
Um diagrama riscado no chão que deve ser percorrido seguindo-se algumas regras estabelecidas. Desenvolve a noção espacial e auxilia diretamente na organização do esquema corporal das crianças.
· Tradicional
· Caracol ou rocambole
· Orelha
· Inglesa
· Semana
2- Bola de Gude:
Desenvolve a estruturação do espaço, a coordenação perceptivo-motora, o raciocínio numérico, a oralidade além de estimular os movimentos, proporcionar momentos de contagem e controle de números de bolinhas, classificações variadas e comparação de tamanho.
· Tradicional: circulo onde são colocadas as bolinhas apostadas. Os alunos, atrás da raia rolam suas bolinhas em direção à ela. Aquele cuja bolinha chegar mais próximo da raia é quem começa o jogo. Este atira a “joga” (bolinha que não entra na aposta), em direção ao gude (circulo) com a finalidade de deslocar para fora, as bolinhas que estão dentro dele. Se a bolinha parar no meio do caminho passa a vez para o próximo colega e continua dali na próxima rodada. Se a bolinha parar no gude, o jogador sairá do jogo. Vence aquele que retirar o maior número de bolinhas do gude.
· Largada: é jogado num quadrado de aproximadamente 1m de lado. Cada jogador tem uma “tecadeira” e deve colocar 5 bolinhas dentro do quadrado. O jogador fica em pé, fora do quadrado e atira sua tecadeira. Se o jogador conseguir tirar uma bola sem que sua tecadeira saia do quadrado, ele ganha a bolinha e continua jogando. Se a tecadeira sair do quadrado ele ganha a bolinha e passa a vez. Se não acertar nada o jogador fica com sua tecadeira
· Box: traçar uma raia no chão e a 3 ou 4 passos dela, cavar 5 buracos em forma de cruz. Inicia o jogo quem, atirando uma bolinha chegar mais perto do buraco do meio. O objetivo do jogo é acertar os cinco buracos. Se conseguir, tem mais uma jogada, se não, passa a vez e recomeça de onde parou. Quando acertar todos os buracos, continua o jogo e têm o direito de tecar as bolinhas dos amigos. A bolinha tecada sai do jogo.
· Estrela: desenha-se uma estrela de seis pontas no chão e coloca-se uma bolinha em cada ponta e uma no meio. Desenha-se uma raia de onde os jogadores jogarão sua bolinha. O objetivo é tirar as bolinhas da estrela. Cada bolinha que for retirada é ganha pelo jogador.
3- Bola:
Auxiliam no desenvolvimento de habilidades como noção de espaço, tempo, direção sentido, identificação e comparação de formas geométricas (bola e circulo), contagem, comparação de quantidades, noção de adição.
· Boliche: direção, impulso, força, coordenação viso-motor, noção de espaço.
· Batata quente: concentração, percepção auditiva, e coordenação dos movimentos no ritmo e tempo em que a professora fala.
· Alerta: o jogador que está com a bola grita um nome e joga a bola para cima. As crianças chamadas devem pegar a bola e continuar a brincadeira. (percepção auditiva, agilidade e destreza)
· Bola ao cesto: noção de direção, sentido, localização, contagem, comparação de quantidades.
· Queimada
4- Corda:
Desenvolvimento do pensamento lógico-matemático através das relações espaços-temporais
· Cabo de guerra: Neste jogo as crianças pensam sobre o número de participantes, na igualdade de força, divisão de equipes e noção de limite
· Cobrinha: desenvolve noções de espaço e tempo.
· Aumenta-aumenta: duas crianças seguram as pontas de uma corta e vão aumentando enquanto os colegas pulam. Desenvolve a noção de medida e espaço.
· Chicotinho queimado. As crianças em circulo e uma no meio com uma corda sendo segurada por uma das pontas. Este vai rodar a corda tentando acertar os pés das demais que pulam para não serem atingidas. Sai quem for tocado pela bola.
· Zerinho: desenvolve a coordenação espaço-temporal (distancia velocidade e corrida). A criança deve passar pela corda sem ser tocado por ela.
5- Brincadeiras de perseguição:
Desenvolve a habilidade para resolver problemas, relações temporais, espaciais e numéricas e a avaliação de distância e velocidade – todas essas noções estão relacionadas a noções de números, medidas e geometria.
· Coelho sai da toca
· Barra manteiga: crianças divididas em dois grandes grupos ficam frente a frente, sobre duas linhas paralelas, uma criança (o fugitivo) de um grupo vai até a outra equipe e bate na mão dos colegas, e mais fortemente na mão de um (o desafiado). Este corre atrás do fugitivo. O fugitivo estará salvo atrás de sua linha.
· Mãe da rua: a mesma disposição da barra manteiga, só que agora um passa para o campo do outro pulando num pé só. A mãe da rua (a criança que vai pegar) tenta tocar as crianças durante o percurso. O perseguido passa a ser o perseguido.
· Esconde-esconde: contagem, noção de adição e subtração (quantos já pegaram? Quantos faltam pegar)
6- Brincadeiras de roda:
Desenvolve a coordenação sensório-motora, educa o senso rítmico, desenvolve o gosto pela musica e disciplina emoções como timidez, agressividade e prepotência. Desenvolvem também as noções de tempo, de espaço, contagem e noção de par.
· Se eu fosse um peixinho
· Carneirinho carneirão
· A canoa virou
· Galinha do vizinho
· Corre-cutia
7- Outras brincadeiras
· Elefante colorido: desenvolve principalmente a capacidade de observação.
· Eu com as quatro: coordenação viso-motor. Noção de espaço, direção e força.
· Paredão: coordenação motora, noção de direção, impulso, força, equilíbrio. Nessa brincadeira a criança joga a bola na parede pegando-a quando retorna, enquanto fala:Ordem, em seu lugarSem rir, sem falarUm pé (elevar um pé)Com o outro (eleva o outro pé)Uma mão (inutilizar a esquerda)A outra (inutilizar a outra)Bate palmasPiruetasTrás e frenteMãos em cruzmeu bom Jesus (mãos em posição de prece)

Bibliografia recomendada:
Coleção “Matemática de 0 a 6” - Kátia S. Smole – Artmed
· Brincadeiras Infantis nas aulas de matemática
· Resolução de problemas
· Figuras e formas
A matemática na Educação Infantil – A teoria das Inteligências múltiplas na prática escola- Kátia S. Smole
O ensino da matemática na Educação Infantil – C. Cerquetti
As cem linguagens das crianças – Gandinio e Forman

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01/02/2010

Fevereiro


























15/01/2010

Adaptação- O Fim dos 5 Mitos

Mito 1
Criança que não compartilha brinquedos não está adaptada


Ilustrações: Guazzelli

"Você tem de dividir o brinquedo com seu amiguinho." "Isso não é seu, empreste para ele." Frases como essas são comuns em uma sala de Educação Infantil. Para a criança, muitas vezes, elas podem soar como uma ordem, uma obrigação, causando choro e recusa. "Aos olhos dos adultos, a negação da criança em dividir é vista como egoísmo", esclarece Débora Rana. Criar uma situação ameaçadora, aumentando o tom de voz ou sugerindo uma punição caso a criança não divida ou colabore com um colega, não é o caminho.

O que acontece
Nos primeiros anos de vida, a criança encontra-se num momento autocentrado do seu desenvolvimento e desconhece as regras de convivência social. A compreensão do sentido e do prazer de compartilhar virá posteriormente, depois de um processo mais amplo de reconhecimento do outro.

Como orientar os professores
Nas reuniões de formação, leve referências teóricas sobre as fases de desenvolvimento das crianças e seus comportamentos, como os estudos do educador francês Jean Piaget (1896-1980). O trabalho com estratégias de partilha e colaboração pode ser facilitado se o professor for orientado a montar em sala grupos menor, com duas ou três crianças, e a promover combinados - como o de que a criança pode ficar com um brinquedo por certo tempo, mas que depois deve cedê-lo ao colega. Agir de maneira firme e ao mesmo tempo acolhedora, a fim de mediar os conflitos e não negá-los ou resolvê-los de forma impositiva, é outra dica. Na hora do impasse, o ideal é expor o conflito e descrever para a criança as consequências de querer o objeto só para ela. Além disso, incentivar que elas verbalizem o que estão sentindo e encontrem soluções em conjunto ajuda no processo de mudança de atitude.

Mito 2
Criança adaptada é extrovertida e participativa


Durante uma brincadeira de roda, a turma está toda junta, cantando. Apenas uma criança olha para o teto, cantarola baixinho alguns versos e não interage com as outras. A professora chama a atenção: "Cante mais alto! Você está triste? Por que nunca participa?" Certamente, quem age assim pensa que está incentivando a interação. Contudo, pode ocorrer o efeito contrário. "O mais adequado é se perguntar qual estratégia seria melhor para que a criança responda às atividades", diz Ana Paula Yasbek, coordenadora pedagógica do Espaço da Vila, em São Paulo. Elogiar apenas os alunos mais participativos aprofunda o sentimento de não-pertencimento.

O que acontece
Existem as crianças extrovertidas, como também as tímidas. O respeito à personalidade de cada uma é essencial para o processo de adaptação e o direito à timidez precisa ser assegurado.

Como orientar os professores
As estratégias para integrar as crianças devem ser procuradas pelo conjunto de educadores - e, certamente, com a ajuda dos pais. Para tanto, uma entrevista do coordenador pedagógico com os familiares sobre as preferências dos filhos é fundamental. Esse material será cruzado, durante a formação, com os registros de classe, relatórios de adaptação e portfólios. O que está sendo proposto atende às necessidades da criança? É possível também fazer visitas à sala ou gravar vídeos para perceber as práticas que funcionam melhor para cada criança e para o grupo.

Mito 3
Na Educação Infantil, todos precisam ser amigos



"Que coisa feia! Dá a mão para o seu colega." Fazer com que as crianças se tornem amigas não é tarefa da escola, mas ensinar a conviver é um conteúdo imprescindível na Educação Infantil. Nem crianças nem adultos são amigos de todas as pessoas que conhecem e não por isso a convivência pessoal ou profissional é inviável. O papel do professor é incentivar e valorizar o que as crianças têm em comum. A escolha sobre com quem elas desejam ter uma relação mais próxima é absolutamente dela.

O que acontece
No período de adaptação, primeiro há a criação do vínculo para que o trabalho escolar aconteça. Ele deve estar baseado no respeito entre as crianças e entre elas e os professores. Aos poucos - e naturalmente -, a afetividade vai sendo construída baseada nas afinidades dentro do grupo.

Como orientar os professores
Os educadores devem intervir apenas quando a amizade prejudica a participação nas atividades (por exemplo, quando uma criança só quer ficar com alguns colegas e se isola do coletivo). A professora precisa ser orientada a desenvolver um olhar atento sobre as situações ideais para explorar os gostos comuns em favor da aprendizagem. Nos encontros de formação, invista na criação de oportunidades para que os pequenos se apresentem e falem dos seus objetos preferidos e discuta as situações reais que acontecem em sala.

Mito 4
Quando estão integrados ao grupo, os pequenos não choram mais

Basta chegar à escola que as lágrimas aparecem. Se a mãe vai embora, elas aumentam. Na hora de brincar, de comer, de ler, choro. Muitos professores ficam desesperados e tentam distrair a criança mostrando imagens ou arrastando-a para um canto com brinquedos. Um engano, pois essa atitude pode atingir o objetivo imediato - que é acabar com o choro -, mas não resolve o problema.

O que acontece
"Essa manifestação é apenas um sintoma do desconforto da criança", afirma Débora Rana. Interpretar esse e outros sinais - como inapetência e doenças constantes - é fundamental durante a adaptação. O que eles significam? Por outro lado, a ausência do choro não quer dizer que a criança está necessariamente se sentindo bem: o silêncio absoluto pode ser um indicador de sofrimento.

Como orientar os professores
Uma criança que passa longos períodos chorando necessita de acompanhamento mais próximo. Na falta de auxiliares, ele pode ser feito pelo próprio coordenador até a criança se sentir mais segura. Ajuda também ter um plano para receber bem as crianças na primeira semana de aula. O uso de tintas, água e brincadeiras coletivas variadas é um exemplo de práticas atraentes que ajudam os pequenos a se interessar pelo novo espaço. Fazer com os professores uma orientação programada para que as crianças tragam objetos de casa - como fraldas, panos e brinquedos, que vão sendo retirados paulatinamente - auxilia a reduzir a insegurança.

Mito 5
A presença dos pais nos primeiros dias só atrapalha a adaptação
Na porta da sala, uma dezena de pais se acotovela querendo ver os filhos em atividade. A cena, pesadelo para muitos professores de Educação Infantil, que não sabem se dão atenção às crianças ou aos adultos, é representativa de um elemento essencial para que a adaptação aconteça bem: a boa integração entre a família e a escola, que deve acontecer desde o começo do relacionamento.

O que acontece
Nem todo pai ou mãe conhece as fases de desenvolvimento da criança e as estratégias pedagógicas usadas durante a adaptação. Eles têm direito de ser informados e essa troca é fundamental na transição dos pequenos do ambiente doméstico para o escolar. A ansiedade dos pais vai diminuir à medida que a confiança na escola aumenta - e isso só acontece quando há informações precisas sobre a trajetória dos pequenos.

Como ajudar os professores
É função do coordenador pedagógico acolher as famílias, fazer entrevistas para conhecer a rotina da criança e explicar o funcionamento e a proposta pedagógica da escola, além de estabelecer um combinado sobre a permanência dos pais na unidade durante a adaptação. Criar juntamente com os professores um guia de orientação para eles com dicas simples - como conversar com a criança sobre a ida à escola, a importância de levá-la até a sala e de chegar cedo para evitar tumulto - pode evitar problemas. Além disso, desenvolver um relatório de distribuição periódica, com informações sobre os progressos na aprendizagem e na socialização das crianças ajuda a aplacar a ansiedade dos pais.
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Brincar!

É HORA DE BRINCAR LÁ FORA... APROVEITE!

Na areia
■ TANQUE: O uso desse espaço pode ser incrementado com cavalinhos, bonecos e caixotes, estimulando ainda mais o faz-de-conta. Nos dias de calor, vale apostar na água, colocada em bacias para que as crianças percebam a diferença de consistência entre a areia seca e a molhada.

Cuidados: Cobrir o tanque com lona à noite para protegê-lo da chuva e de animais, evitar a mistura de pedrinhas (que podem ser ingeridas) e limpar a areia com frequência – existem produtos específicos para isso.

Adaptação: É possível propor as mesmas atividades no chão de terra ou usando caixas com areia.
No pátio
■ SALA DO LADO DE FORA: Retirar objetos do espaço interno e transportá-los para o pátio transforma a relação com o espaço, criando brincadeiras, dando novo significado aos objetos e mudando seu uso convencional.

Cuidado: Limpar todos os utensílios antes de retorná-los às salas.

Adaptação: Se houver poucos brinquedos, podem-se levar livros e organizar rodas de leitura ao ar livre.

■ CUIDAR DE ANIMAIS: A ideia é observar e alimentar os bichos. Durante essa atividade, podem-se detalhar características dos animais: tempo de vida, hábitos, se vivem em grupo etc.

Cuidados: Todos os bichos devem ser acompanhados por um veterinário. Também é importante destacar alguém da equipe da creche para cuidar deles nos fins de semana e feriados.

Adaptação: Caso não haja espaço para criações, pode-se optar por animais pequenos, como tartarugas de aquário, peixes e porquinhos-da-índia.

■ PINTURA EM AZULEJOS: Em ladrilhos, é possível pintar, lavar e pintar de novo. O uso de rolinhos, esponjas, pincéis de diferentes espessuras, tintas de cores variadas ou produzidas com as crianças (com beterraba ou urucum, por exemplo) exercita a capacidade de expressão e coloca a turma em contato com a linguagem artística.

Cuidado: Utilizar somente tintas atóxicas e pincéis de boa qualidade, que não soltem as cerdas com facilidade.
Adaptação: Algumas peças de ladrilho ou mesmo uma placa de vidro podem ser colocadas num canto próximo a uma torneira, facilitando a limpeza.

No jardim
■ HORTA: Cultivar diferentes vegetais é uma das estratégias para descobrir quais mudanças cada um deles apresenta ao longo do ano, que insetos mais atraem e que frutos e flores dão. Também desenvolve a cooperação para realizar uma tarefa. Se um dos pequenos toparem com minhocas, o professor pode colocá-las em um aquário de vidro para a turma examiná-las melhor. Outra opção é distribuir lentes de aumento de plástico para que todos os possam vê-las em detalhes.

Cuidado: Prevenir o contato com insetos perigosos – especialmente lagartas, que podem gerar ferimentos. Da mesma maneira, o ideal é evitar espécies de plantas que causem alergias ou tenham muitos espinhos.

Adaptação: Se não houver horta, plantas e em vasos, floreiras e até pneus. Outra opção é cultivar trepadeiras junto a muros e cercas, substituindo as árvores.

■ PIQUENIQUE: Proporcionando interação entre as crianças e estimulando a autonomia para se alimentar, o piquenique serve também para ajudar a conhecer alimentos diferentes. Fazer salada de frutas ou gelatina com a turma é um ótimo incentivo para provar coisas novas.

Cuidado: Atenção a formigas e insetos atraídos pela comida. E, para evitar problemas de saúde dos pequenos, é necessário investigar previamente possíveis alergias a alimentos.
Adaptação Na falta de gramado, pode se estender uma toalha em qualquer espaço com sombra.

Na água
■ PISCININHA: É interessante integrar outros utensílios à água, criando lavatórios de brinquedos ou laguinhos para minibarcos, por exemplo. Outros usos incluem fazer pequenas represas e canais escavados na terra. Produzir arco-íris, com a dispersão de gotas de água na luz solar, instiga a curiosidade e abre caminho para apreciar esse fenômeno da natureza.

Cuidado: Secar as crianças para evitar resfriados. Isso pode ser feito também aproveitando o ambiente externo – em esteiras, enquanto o professor lê histórias para a turma.

Adaptação: Uma alternativa é usar baldes, mangueiras e acessórios de borrifar, vendidos em lojas de jardinagem.


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14/01/2010

Cai Não Cai







Revista Projetos Escolares Férias































12/01/2010

Ansiedade dos Pais

Os pais costumam ficar satisfeitos pelos filhos obedientes e emocionalmente dependentes, mas a verdade é que os prejuízos futuros em conseqüência da dependência emocional e da ausência de uma vida criativa são grandes”, alerta a psicóloga.
Como evitar o “grude” - Os primeiros passos do “desgrude” devem ser dados pelos adultos.
Os pais podem começar por expressões concretas de amor ao filho.
Carinho dos pais ajuda os filhos terem maior confiança e sociabilidade. Mas esse amor tem que vir junto com limite.
Crianças que não se sentem exigidas consideram-se menos queridas.
“Para um melhor desenvolvimento infantil é necessário que os filhos tenham seu próprio espaço, ou seja, sua cama, seus objetos, seus brinquedos e que adquiram suas responsabilidades e autonomias de acordo com a idade, como escovarem os dentes, se alimentarem, se vestirem, tomarem banho e com o passar dos anos saírem sozinhos de casa”.
Estimulando independência dos filhos, estes se tornam mais independentes e adaptados às situações sociais. Isso não quer dizer que os pais estarão abandonando seus filhos, mas sim deixando que façam por si próprios, pois só aprende quem faz.
Elogiar quando a criança consegue fazer algo sem ajuda, como arrumar sua cama, fazer o xixi no banheiro e escovar os dentes.
Não esqueça de dizer que não gostou quando brigou com o irmão, pintou a parede ou saiu na rua sem avisar.

Para a reunião de pais que antecede o 1º dia de aula vc pode ler esse texto:
Girassóis e Miosótis

O girassol é flor raçuda que enfrenta até a mais violenta intempérie e acaba sobrevivendo.
O girassol aprendeu a viver com o sol e por isso é forte.
Já o miosótis é plantinha linda, mas que exige muito mais cuidado.
Gosta mais de estufa. O girassol se vira... e como se vira!
O miosótis quando se vira, vira errado.
Precisa de atenção redobrada.
Há filhos girassóis e filhos miosótis.
Os primeiros resistem a qualquer crise: descobrem um jeito de viver bem, sem ajuda.
As mães chegam a reclamar da independência desses meninos e meninas, tal a sua capacidade de enfrentar problemas e sair-se bem.
Por outro lado, há filhos e filhas miosótis, que sempre precisam de atenção.
Todo cuidado é pouco diante deles.
Reagem desmesuradamente, melindram-se, são mais egoístas que os demais, ou às vezes, mais generosos e ao mesmo tempo tímidos, caladões, encurralados.
Eles estão sempre precisando de cuidados.
O papel dos pais é o mesmo do jardineiro que sabe das necessidades de cada flor, incentiva ou poda na hora certa.
De qualquer modo fique atento.
Não abandone demais os seus girassóis porque eles também precisam de carinho... e não proteja demais os seus miosótis.
As rédeas permanecem com vocês... mas também a tesoura e o regador.
Não negue, mas não dêem tudo que querem: a falta e o excesso de cuidado matam a planta ...

Em seguida peça:

Obs.. Peça aos pais p/ que eles deixem uma carta ou desenho p/ seu filho; no 1º dia de aula leia com cada aluno a cartinha que os pais deixaram...
Esse dinâmica é ótima p/ que os alunos saibam, que os pais estiveram no ambiente escolar...
Faça o mesmo com as crianças..peça p/ elas deixaram um registro p/ seus pais..

MAMÃE TEM CARTINHA PRA VOCÊ
IDADE: A partir de 2 anos.
TEMPO: Uma hora.
ESPAÇO: Sala de atividades.
MATERIAL:Canetas hidrográficas, papel e envelopes.
OBJETIVOS: Tranqüilizar-se quanto aos sentimentos de adaptação (exemplo: tristeza) e compartilhar com os pais as atividades escolares. Distribua uma folha de papel e canetas hidrográficas para cada criança e peça que faça uma cartinha aos pais. Quando todas terminarem os desenhos, chame uma por uma e pergunte a quem a mensagem é endereçada e o que ela deseja comunicar. Escreva o que a criança disser na mesma folha usada por ela. É importante perguntar se ela quer entregar a carta à pessoa apontada. Em caso positivo, coloque-a em um envelope e oriente a criança a entregá-la ao chegar em casa.
Caso contrário, guarde o desenho com as demais atividades.

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