04/01/2010

Por que meu filho ainda não sabe ler e escrever?


Por que meu filho ainda não sabe ler e escrever?

Mais um ano letivo se inicia, e com ele, muitos sonhos e projetos se renovam. Para os alunos que já frequentam a escola há algum tempo, é sempre a promessa de um ano melhor, com mais atenção, com mais dedicação e notas melhores. Promessa nem sempre cumprida, diga-se de passagem. Para os que estão iniciando numa escola nova, é a expectativa de novos professores, novos colegas, novas caras, novas cobranças e o medo de não se adaptarem ao novo. Mas para aqueles que estão ingressando pela primeira vez na escola básica, a famosa primeira série do ciclo básico, é um mundo novo, com as expectativas redobradas e o sonho de finalmente aprender a ler e escrever. E é sobre esse sonho/pesadelo que quero falar aqui, porque a primeira série e todo o processo de alfabetização da criança, torna-se para alguns pais e filhos motivo de angústia e desespero, quando deveria ser um momento de alegria e de puro prazer.
Não existe nenhuma lei nem nenhum decreto que determine que a criança deva aprender a ler e a escrever na primeira série do ciclo básico, no entanto, por um consenso social, ficou oficializado que era na primeira série que isto deveria acontecer. Possivelmente, esta obrigatoriedade é ainda herança dos tempos em que a alfabetização era iniciada na primeira série, quando a professora, de fato, ensinava o bê-á-bá, e o que se fazia, de fato, era juntar bê mais a com o auxílio da cartilha, onde havia uma série de frases prontas, sempre seguindo a ordem alfabética.
Na ansiedade de verem seus filhos lendo e escrevendo o mais cedo possível, alguns pais acabam transformando esse momento tão rico e tão difícil para a criança num pesadelo de cobranças, de queixas e de reclamações, que respingam por todos os lados, desde a própria criança até a professora, atingindo a escola, o método de ensino, o material pedagógico, etc. Gerando uma angústia que muito atrapalha o processo, que por si já é extremamente difícil para a criança. Então, antes que a ansiedade aflore e que as queixas comecem a pipocar por todos os lados, vamos esclarecer alguns pontos sobre o que, realmente, é aprender a ler e escrever
Com as descobertas da Psicogênese da Língua Escrita, ou melhor, com a descoberta de como se dá o processo de aquisição da língua escrita, muita coisa mudou na concepção do que é alfabetização. A primeira delas é que ler e escrever são um processo de construção interna (assim como todos os processos de aprendizagem humana ocorrem de dentro para fora do sujeito) que começa bem antes de a criança entrar na escola e vai muito além da primeira série.

Começa quando ela se dá conta de que existe uma língua que se fala e uma língua que se escreve, e que escrever é transformar a língua falada num código gráfico simbólico, o que exige uma elaboração mental extremamente complexa. Para dominar esse novo código ela precisará de alguns anos. Mas esse processo é longo e difícil para a criança, pois não é resultado da acumulação de informação sobre sílabas, alfabeto e letras, e sim a transformação das hipóteses que ela constrói em seu esforço para compreender o que é para quê serve e como funciona a escrita. Sendo uma construção absolutamente pessoal, individual, interna e intransferível, é, portanto, impossível para alguém determinar com precisão em que momento ela acontecerá. Ao contrário do se pensava até há algum tempo, que escrever era juntar letras e sílabas, e que ser alfabetizado era saber escrever o próprio nome, hoje só é considerado efetivamente alfabetizado o sujeito que:

a) Compreende as funções da língua escrita na sociedade (para quê serve a escrita)
b) Compreende as diferenças entre desenho e língua escrita (grafismo figurativo e grafismo simbólico)
c) Apropriou-se do código lingüístico a ponto de poder usá-lo para comunicar-se através dele
d) Consegue ler e levantar questões diante de um texto
e) Percebe que a escrita é importante na escola porque é importante fora dela.O que se sabe é que crianças que têm mais acesso a diversos portadores de textos (livros, revistas, jornais, gibis, rótulos de embalagens, etc); que convivem mais com situações de leitura (pessoas lendo ao seu redor) e ouvem pessoas lerem para elas, aprendem a ler e escrever com mais rapidez e facilidade. Crianças que convivem em lares de pessoas letradas e que fazem uso constante da escrita, aos dois anos de idade já brincam de escrever e rabiscam o papel dizendo que "estão escrevendo". Isto significa que já compreenderam que existem outras formas de comunicação além da fala, e que uma delas é a escrita. Com o tempo transformarão esses "rabiscos" em escrita de verdade. Mas para isso precisarão de nosso apoio, de nossa compreensão e de nosso encorajamento. Cobranças, queixas e críticas não ajudam ninguém a aprender nada.Se quisermos que nossos filhos aprendam de verdade, o melhor a fazer é lermos muitas histórias, oferecermos muitos livros de histórias infantis, muitos gibis, muitas revistas e enchermos a casa de lápis de cor e de papel para que possam rabiscar e desenhar à vontade suas próprias idéias. E um dia, quando menos esperamos, no café da manhã eles nos surpreendem lendo Mar-ga-ri-na ou escrevendo num pedaço de papel com uma letra desafiadora e mal equilibrada: u meu pai e legau. Nesse dia, damos a mão à palmatória e dizemos: Muuuuuuuuiiito bemmmmm!!! É tudo o que se deve dizer a quem se esforçou tanto par achegar até aí. Com o tempo eles perceberão que a nossa língua tem muito mais dificuldades do que se possa imaginar. Mas isto é outra história que fica para outra vez. Por hoje, basta comemorar.
Cybele Russi é Pós-graduada em Psicopedagogia Clínica e Institucional

* Recebido do Grupo do Google *
PRÔ♥KRIS
http://prokriseducando.blogspot.com/


03/01/2010

Dislexia


Como interagir com o disléxico em sala de aula

Uma educação para todos precisa valorizar a heterogeneidade, pois, a diversidade dinamiza os grupos, enriquece as relações e interações, levando a despertar no educando o desejo de se comprometer e aprender. Desta forma, a escola passa a ser um lugar privilegiado de encontro com o outro, para todos e para cada um, onde há respeito por pessoas diferentes.
É na escola que a dislexia, de fato, aparece. Há disléxicos que revelam suas dificuldades em outros ambientes e situações, mas nenhum deles se compara à escola, local onde a leitura e escrita são permanentemente utilizadas e, sobretudo valorizadas. Entretanto, a escola que conhecemos certamente não foi feita para o disléxico. Objetivos, conteúdos, metodologias, organização, funcionamento e avaliação nada têm a ver com ele. Não é por acaso que muitos portadores de dislexia não sobrevivem à escola e são por ela preteridos. E os que conseguem resistir a ela e diplomar-se o fazem, astuciosa e corajosamente, por meio de artifícios, que lhes permitem driblar o tempo, os modelos, as exigências burocráticas, as cobranças dos professores, as humilhações sofridas e, principalmente, as notas.

Neste contexto, o educador deve estar aberto para lidar com as diferenças, e como Frederic Litto, da Escola do Futuro da USP coloca, deve ser um estimulador do prazer de aprender, um alquimista em fazer o aluno enxergar o “contexto“ e o “sentido” e, um especialista em despertar a auto-estima. Para que isto ocorra, deve transformar a sala de aula em uma “oficina”, preparada para exercitar o raciocínio, isto é, onde os alunos possam aprender a ser objetivos, a mostrar liderança, resolver conflitos de opinião, a chegar a um denominador comum e obter uma ação construtiva. Sob este prisma, a interação com o aluno disléxico torna-se facilitada, pois, apesar do distúrbio de linguagem, este aluno apresenta potencial intelectual e cognitivo preservado; desta maneira estará sendo estimulado e respeitado, além de se favorecer um melhor desempenho.

A seguir estão algumas atitudes que podem facilitar a interação:
· Dividir a aula em espaços de exposição, seguido de uma “discussão” e síntese ou jogo pedagógico;

· Dar “dicas” e orientar o aluno como organizar-se e realizar as atividades na carteira;

· Valorizar os acertos;

· Estar atento na hora da execução de uma tarefa que seja realizada por escrito, pois, seu ritmo pode ser mais lento, por apresentar dificuldade quanto à orientação e mapeamento espacial, entre outras razões;

· Observar como ele faz as anotações da lousa e auxiliá-lo a se organizar;

· Desenvolver hábitos que estimulem o aluno a fazer uso consciente de uma agenda, para recados e lembretes;

· Na hora de dar uma explicação usar uma linguagem direta, clara e objetiva e verificar se ele entendeu;

· Permitir nas séries iniciais o uso de tabuadas, material dourado, ábaco, e para alunos que estão em séries mais avançadas, o uso de fórmulas, calculadora, gravador e outros recursos, sempre que necessário;

É equivocado insistir em exercícios de “fixação“: repetitivos e numerosos, isto não diminui sua dificuldade.

Levando-se em conta que o ensino, a aprendizagem e a avaliação constituem um ciclo articulado, deve-se para isso cumprir quatro perspectivas importantes:
· Ser formativa
· Ser qualitativa
· Ser construtivista
· Multimeios

A inclusão do aluno disléxico na escola, como pessoa portadora de necessidade especial, está garantida e orientada por diversos textos legais e normativos.
A lei 9.394, de 20/12/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), por exemplo, prevê:
- que a escola o faça a partir do artigo 12, inciso I, no que diz respeito à elaboração e à execução da sua Proposta Pedagógica;
- que a escola deve prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento (inciso V);
- que se permita à escola organizar a educação básica em séries anuais, períodos semestrais e ciclos, alternância regular de períodos de estudos, grupos não seriados, com base na idade, na competência e em outros critérios, ou por forma diversa de organização (artigo 23);
- que a avaliação seja contínua e cumulativa, com a prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período (artigo 24, inciso V, a alínea a).
Diante de tais possibilidades, é possível construir uma Proposta Pedagógica e rever o Regimento Escolar considerando o aluno disléxico.

Na Proposta Pedagógica existem as seguintes possibilidades:
a) Provas escritas, de caráter operatório, contendo questões objetivas e/ou dissertativas, realizadas individualmente e/ou em grupo, sem ou com consulta a qualquer fonte;
b) Provas orais, através de discurso ou argüições, realizadas individualmente ou em grupo, sem ou com consulta a qualquer fonte;
c) Testes;

d) Atividades práticas, tais como trabalhos variados, produzidos e apresentados através de diferentes expressões e linguagens, envolvendo estudo, pesquisa criatividade e experiências práticas, realizados individualmente ou em grupo, intra ou extra classe;
e) Diários;
f) Fichas avaliativas;
g) Pareceres descritivos;
h) Observação de comportamento, tendo por base os valores e as atitudes identificados nos objetivos da escola (solidariedade, participação, responsabilidade, disciplina e ética).

É importante manter a comunidade educativa permanentemente informada a respeito da dislexia. Informações sobre eventos que tratam do assunto e seus resultados, desempenho dos alunos portadores da dislexia, características desse distúrbio de aprendizagem, maneiras de ajudar o aluno disléxico na escola, etc.
Não é necessário que alunos disléxicos fiquem em classe especial. Alunos disléxicos têm muito a oferecer para os colegas e muito a receber deles. Essa troca de humores e de saberes, além de afetos, competências e habilidades só faz crescer amizade, a cooperação e a solidariedade.

O diagnóstico de dislexia traz sempre indicação para acompanhamento específico em uma ou mais áreas profissionais (fonoaudiologia, psicopedagogia, psicologia...), de acordo com o tipo e nível de dislexia constatado. Assim sendo, a escola precisa assegurar, desde logo, os canais de comunicação com o(s) profissional (is) envolvido(s), tendo em vista a troca de experiências e de informações.

Os professores que trabalham com a classe desse aluno(a) devem saber da existência do quadro de dislexia. Quanto aos colegas, o critério é do aluno: se ele quiser contar para os companheiros que o faça.

Possíveis Dificuldades Enfrentadas Pelos Educadores:
· Não há receita para trabalhar com alunos disléxicos. Assim, é preciso mais tempo e mais ocasiões para a troca de informações sobre os alunos, planejamento de atividades e elaboração de instrumentais de avaliação específicos;
· Relutância inicial (ou dificuldade) por parte de alguns professores para separar o comportamento do aluno disléxico das suas dificuldades;
· Receio do professor em relação às normas burocráticas, aos companheiros de trabalho, aos colegas do aluno disléxico, familiares, etc.;
· Angústia do professor em relação ao nível de aprendizado do aluno e às suas condições para enfrentar o vestibular;
· Tempo necessário para cada professor percorrer a sua trajetória pessoal em relação a esta questão.

Procedimentos Básicos:
· Trate o aluno disléxico com naturalidade.
Ele é um aluno como qualquer outro; apenas, disléxico. A última coisa para a qual o diagnóstico deveria contribuir seria para (aumentar) a sua discriminação,
· Use a linguagem direta, clara e objetiva quando falar com ele. Muitos disléxicos têm dificuldade para compreender uma linguagem (muito) simbólica, sofisticada e metafórica. Seja simples, utilize frases curtas e concisas ao passar instruções,
· Fale olhando direto para ele. Isso ajuda e muito. Enriquece e favorece a comunicação,
· Traga-o para perto da lousa e da mesa do professor. Tê-lo próximo à lousa ou à mesa de trabalho do professor, pode favorecer o diálogo, facilitar o acompanhamento, facilitar a orientação, criar e fortalecer novos vínculos,
· Verifique sempre e discretamente se ele demonstra estar entendendo a sua exposição. Ele tem dúvidas a respeito do que está sendo objeto da sua aula? Ele com segue entender o fundamento, a essência, do conhecimento que está sendo tratado? Ele está acompanhando o raciocínio, a explicação, os fatos? Repita sempre que preciso e apresente exemplos, se for necessário,
· Certifique-se de que as instruções para determinadas tarefas foram compreendidas. O que, quando, onde, como, com o quê, com quem, em que horário etc. Não economize tempo para constatar se ficou realmente claro para o aluno o que se espera dele,
· Observe discretamente se ele fez as anotações da lousa e de maneira correta antes de apagá-la. O disléxico tem um ritmo diferente dos não-disléxicos, portanto, evite submetê-lo a pressões de tempo ou competição com os colegas,
· Observe se ele está se integrando com os colegas. Geralmente o disléxico angaria simpatias entre os companheiros. Suas qualidades e habilidades são valorizadas, o que lhes favorece o relacionamento. Entretanto, sua inaptidão para certas atividades escolares (provas em dupla, trabalhos em grupo, etc.) pode levar os colegas a rejeitá-lo nessas ocasiões. O professor deve evitar situações que evidenciem esse fato. Com a devida distância, discreta e respeitosamente, deve contribuir para a inserção do disléxico no grupo-classe.
· Estimule-o, incentive-o, faça-o acreditar em si, a sentir-se forte, capaz e seguro. O disléxico tem sempre uma história de frustrações, sofrimentos, humilhações e sentimentos de menos valia, para a qual a escola deu uma significativa contribuição. Cabe, portanto, a essa mesma escola, ajudá-lo a resgatar sua dignidade, a fortalecer seu ego, a (ri) construir sua auto-estima.
· Sugira-lhe “dicas”, “atalhos”, “jeitos de fazer”, “associações”... que o ajudem a lembrar-se de, a executar atividades ou a resolver problemas.
· Não lhe peça para fazer coisas na frente dos colegas, que o deixem na berlinda: principalmente ler em voz alta.



· Atenção: em geral, o disléxico tende a lidar melhor com as partes do que com o todo. Abordagens e métodos globais e dedutivos são de difícil compreensão para ele. Apresente-lhe o conhecimento em partes, de maneira dedutiva.
· Permita, sugira e estimule o uso de gravador, tabuada, máquina de calcular, recursos da informática...
· Permita, sugira e estimule o uso de outras linguagens.

O disléxico tem dificuldade para ler e entender o que lê. Assim Sendo,
· Avaliações que contenham exclusivamente textos, sobretudo textos longos, não devem ser aplicadas a tais alunos;
· Utilize uma única fonte, simples, em toda a prova (preferencialmente “Arial 11” ou “Times New Roman 12”), evitando-se misturar fontes e de tamanhos, sobretudo às manuscritas (itálicas e rebuscadas);
· Para avaliações ofereça uma folha de prova limpa, sem rasuras, sem riscos ou sinais que possam confundir o leitor;
· Leia a prova em voz alta e, antes de iniciá-la, verifique se os alunos entenderam o que foi perguntado, se compreenderam o que se espera que seja feito (o que e como);
· Destaque claramente o texto de sua(s) respectiva(s) questão (ões).
· Recorra a símbolos, sinais, gráficos, desenhos, modelos, esquemas e assemelhados, que possam fazer referência aos conceitos trabalhados;
· Não utilize textos científicos ou literários (mormente os poéticos), que sejam densos, carregados de terminologia específica, de simbolismos, de eufemismos, de vocábulos com múltiplas conotações... para que o aluno os interprete exclusivamente a partir da leitura. Nesses casos, recorra à oralidade;
· Evite estímulos visuais “estranhos” ao tema em questão;
· Se utilizar figuras, fotos, ícones ou imagens, cuidar para que haja exata correspondência entre o texto escrito e a imagem;
· Dê preferência às avaliações orais, através das quais, em tom de conversa, o aluno tenha a oportunidade de dizer o que sabe sobre o(s) assunto(s) em questão;
· Não indique livros apenas para leituras paralelas. Dê preferência a outras experiências que possam contribuir para o alcance dos objetivos previstos: assistir a um filme, a um documentário, a uma peça de teatro, visitar um museu, um laboratório, uma instituição, empresa ou assemelhado, recorrer a versões em quadrinhos, em animações, em programas de informática;

· Ao empregar questões de falso-verdadeiro:
1. Construa um bom número de afirmações verdadeiras e em seguida reescreva a metade, tornando-as falsas;
2. Evite o uso da negativa e também de expressões absolutas;
3. Construa as afirmações com bastante clareza e, aproximadamente com a mesma extensão;
4. Inclua somente uma idéia em cada afirmação;
5. Evite formular questões negativas:

Ao empregar questões de associações:
1. Trate de um só assunto em cada questão;
2. Redija cuidadosamente os itens para que o aluno não se atrapalhe com os mesmos;

Ao empregar questões de lacuna:
3. Use somente um claro, no máximo dois, em cada sentença;
4. Faça com que a lacuna corresponda à palavra ou expressão significativas, que envolvam conceitos e conhecimentos básicos e essenciais – também chamados de “ferramentas”, e não a detalhes secundários;
5. Conserve a terminologia presente no livro adotado ou no registro feito em aula.

O disléxico tem dificuldade para reconhecer e orientar-se no espaço visual. Assim sendo,
· Observe as direções da escrita (da esquerda para a direita e de cima para baixo) em todo o corpo da avaliação.

O disléxico tem dificuldade com a memória visual e/ou auditiva (o que lhe dificulta ou lhe impede de automatizar a leitura e escrita). Assim sendo,
· Repita o enunciado na(s) página(s), sempre que se fizer necessário;
· Não elabore avaliações que privilegiem a memorização de nomes, datas, fórmulas, regras gramaticais, espécies, definições, etc. Quando tais informações forem importantes, forneça-as ao aluno (verbalmente ou por escrito) para que ele possa servir-se delas e empregá-las no seu raciocínio ou na resolução do problema;
· Privilegie a avaliação de conceitos e de habilidades e não de definições;
· Permita a utilização da tabuada, calculadora, gravador, anotações, dicionários e outros registros durante as avaliações;
· Dê instruções curtas e simples (e uma de cada vez) para evitar confusões;
· Elabore questões em que o aluno possa demonstrar o que aprendeu completando , destacando, identificando.

O aluno disléxico ou com outras dificuldades de aprendizagem tende a ser lento (ou muito lento).
Assim sendo,
· Dê mais tempo para realizar a prova;
· Possibilite a realização da prova num outro ambiente da escola (sala de orientação, biblioteca, sala de grupo);
· Elabore mais avaliações e com menos conteúdo, para que o aluno possa realizá-las num menor tempo.

Considere que o aluno disléxico já tem dificuldades para automatizar o código lingüístico da usa própria língua e isso se acentua em relação à língua estrangeira.

Considerando que a avaliação tem a finalidade fundamental de adequar os processos didáticos às necessidades dos alunos (finalidade reguladora), devemos cada vez mais destacar a necessidade da auto-regulação dos alunos, para adequar os próprios processos de aprendizagem e poder aprender. Neste processo, a professora, os colegas e o próprio aluno, atuam como agentes, avaliando e refletindo sobre como se desenvolve a tarefa, para poder fazer os ajustes em suas estratégias de aprendizagem de maneira autônoma.

Alguns aspectos práticos a serem observados em relação à avaliação:
· Avaliar continuamente (maior número de avaliações e menor número de conteúdo);
· Personalizar a avaliação sempre que possível. Desenhos, figuras, esquemas, gráficos e fluxogramas, ilustram, evocam lembranças, ou substituem muitas palavras e levam aos mesmos objetivos;
· Quando for idêntica a dos colegas, leia você mesmo (a), os enunciados em voz alta, certificando-se de que ele compreendeu as questões;
· Durante a avaliação preste a assistência necessária, dê a ele chance de explicar oralmente o que não ficou claro por escrito e respeite o seu ritmo;
· Ao corrigi-la, valorize não só o que está explícito como também o implícito e adapte os critérios de correção para a sua realidade;
· Não faça anotações na folha da prova (sobretudo juízo de valor);

· Não registre a nota sem antes:
1. Retomar a prova com ele e verificar, oralmente, o que ele quis dizer com o que escreveu;
2. Pesquisar, principalmente, sobre a natureza do(s) erro(s) cometido(s): Ex: Não entendeu o que leu e por isso não respondeu corretamente ao solicitado? Leu, entendeu, mas não soube aplicar o conceito ou a fórmula? Aplicou o conceito (ou a fórmula), mas desenvolveu o raciocínio de maneira errada? Em outras palavras: em que errou e por que errou?
3. Dê ao aluno a opção de fazer prova oral ou atividade que utilize diferentes expressões e linguagens. Exigir que o disléxico comunicasse o que sabe, levante questões, proponha problemas e apresente soluções exclusivamente através da leitura e da escrita é violentá-lo; é, sobretudo, negar um direito – natural – de comunicar-se, de criar, de livre expressar-se.

Educador lembre-se que aqui estão alguns procedimentos para ajudá-lo na sua prática do dia-a-dia, sua experiência, seu feeling e seu compromisso com o ato de educar, também, irão pesar de forma significativa.


Autores do Texto: Psicóloga e Professora Ana Luiza Borba
Orientador Educacional e Prof.Mario Ângelo Braggio



Legislação de apoio para atendimento ao disléxico

LDB 9.394/96

Art. 12 - Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de:

I - elaborar e executar sua Proposta Pedagógica.

V - prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento.

Art. 23 - A educação básica poderá organizar-se em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância regular de períodos de estudos, grupos não seriados, com base na idade, na competência e em outros critérios, ou por forma diversa de organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar.

Art. 24 - V, a) avaliação contínua e cumulativa; prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período.

Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (ECA)

Art. 53, incisos I, II e III

“a criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes:

I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;

II – direito de ser respeitado pelos seus educadores;

III – direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores.”

Deliberação CEE nº 11/96

Artigo 1º - “o resultado final da avaliação feita pela Escola, de acordo com seu regimento, deve refletir o desempenho global do aluno durante o período letivo, no conjunto dos componentes curriculares cursados, com preponderância dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados obtidos durante o período letivo sobre os da prova final, caso esta seja exigida, considerando as características individuais do aluno e indicando sua possibilidade de prosseguimento nos estudos.”

Indicação CEE nº 5/98, de 15/4/98D.O.E. em 23/9/98

“(...) educação escolar consiste na formação integral e funcional dos educandos, ou seja, na aquisição de capacidades de todo tipo: cognitivas, motoras, afetivas, de autonomia, de equilíbrio pessoal, de inter-relação pessoal e de inserção social.

(...) os conteúdos escolares não podem se limitar aos conceitos e sim devem incluir procedimentos, habilidades, estratégias, valores, normas e atitudes. E tudo deve ser assimilado de tal maneira que possa ser utilizado para resolver problemas nos vários contextos.

(...) os alunos não aprendem da mesma maneira e nem no mesmo ritmo. O que eles podem aprender em uma determinada fase depende de seu nível de amadurecimento, de seus conhecimentos anteriores, de seu tipo de inteligência, mais verbal, mais lógica ou mais espacial. No cotidiano da sala de aula, convivem pelo menos três tipos de alunos que têm “aproveitamento insuficiente”: os imaturos, que precisam de mais tempo para aprender; os que têm dificuldade específica em uma área do conhecimento; e os que, por razões diversas, não se aplicam, não estudam, embora tenham condições.

(...) recuperar significa voltar, tentar de novo, adquirir o que perdeu, e não pode ser entendido como um processo unilateral. Se o aluno não aprendeu, o ensino não produziu seus efeitos, não havendo aqui qualquer utilidade em atribuir-se culpa ou responsabilidade a uma das partes envolvidas. Para recobrar algo perdido, é preciso sair à sua procura e o quanto antes melhor: inventar estratégias de busca, refletir sobre as causas, sobre o momento ou circunstâncias em que se deu a perda, pedir ajuda, usar uma lanterna para iluminar melhor. Se a busca se restringir a dar voltas no mesmo lugar, provavelmente não será bem sucedida.

(...) O compromisso da Escola não é somente com o ensino, mas principalmente com a aprendizagem. O trabalho só termina quando todos os recursos forem usados para que todos os alunos aprendam. A recuperação deve ser entendida como uma das partes de todo o processo ensino-aprendizagem de uma escola que respeite a diversidade de características e de necessidades de todos os alunos.

(...) Dentro de um projeto pedagógico consistente, a recuperação deve ser organizada para atender aos problemas específicos de aprendizagem que alguns alunos apresentam, e isso não ocorre em igual quantidade em todas as matérias nem em épocas pré-determinadas no ano letivo. A recuperação da aprendizagem precisa: - ser imediata, assim que for constatada a perda, e contínua; ser dirigida às dificuldades específicas do aluno; abranger não só os conceitos, mas também as habilidades, procedimentos e atitudes.

(...) A recuperação paralela deve ser preferencialmente feita pelo próprio professor que viveu com o aluno aquele momento único de construção do conhecimento. “Se bem planejada e baseada no conhecimento da dificuldade do aluno, é um recurso útil.”

Parecer CEE nº 451/98 - 30/7/98D.O.E. de 01/08/98, páginas 18 e 19, seção I

"a expressão '...rendimento escolar...' , que se encontra no inciso V do artigo 24 da Lei 9.394/96, se refere exclusivamente a aprendizagem cognitiva? Resposta: Não. A legislação sobre avaliação/verificação do rendimento escolar, sobretudo o referido artigo, não restringe a expressão "rendimento escolar" exclusivamente à aprendizagem cognitiva.

A lei 9.394/96 ao tratar da educação básica, situou-a no quadro de abertura que permitiu, aos que dela fossem cuidar, em seus diferentes níveis e modalidades, a pensasse como um todo e a explicitasse, nos limites do seu texto, em sua proposta pedagógica e em seu regimento. Na elaboração dessa proposta e desse regimento, consubstanciado certamente numa visão de homem, de sociedade e, por conseqüência, numa concepção de educação e de avaliação, cuidados especiais deverão ser tomados para que estejam contidos, nesses instrumentos, procedimentos referentes ao processo ensino-aprendizagem, e em particular ao de verificação do rendimento escolar.

O legislador deixou sob a responsabilidade da escola e de toda sua equipe a definição do projeto de educação, de metodologia e de avaliação a serem desenvolvidas. Abandonou detalhes para agarrar-se ao amplo, ao abrangente. Aponta, por isso, para uma educação para o progresso, onde estudo e avaliação devem caminhar juntos, esta última como instrumento indispensável para permitir em que medida os objetivos pretendidos foram alcançados. Educação vista como um processo de permanente crescimento do educando, visando seu pleno desenvolvimento, onde conceitos, menções e notas devem ser vistos como mero registros, prontos a serem alterados com a mudança de situação. E, nessa busca do pleno desenvolvimento e do processo do educando, estão presentes outros objetivos que não só os de dimensão cognitiva mas os de natureza sócio-afetiva e psicomotora, que igualmente precisam ser trabalhados e avaliados. O cuidado deve estar é no uso que se pode fazer desta avaliação, não a dissociando da idéia do pleno desenvolvimento do indivíduo."

Lei nº 10.172 de 9 de janeiro de 2001 - Plano Nacional de Educação Capítulo

8 - Da Educação Especial

8.2 - Diretrizes

A educação especial se destina a pessoas com necessidades especiais no campo da aprendizagem, originadas quer de deficiência física, sensorial, mental ou múltipla, quer de características como de altas habilidades, superdotação ou talentos.

(...) A integração dessas pessoas no sistema de ensino regular é uma diretriz constitucional (art. 208, III), fazendo parte da política governamental há pelo menos uma década. Mas, apesar desse relativamente longo período, tal diretriz ainda não produziu a mudança necessária na realidade escolar, de sorte que todas as crianças, jovens e adultos com necessidades especiais sejam atendidas em escolas regulares, sempre que for recomendado pela avaliação de suas condições pessoais. Uma política explícita e vigorosa de acesso à educação, de responsabilidade da União, dos Estados e Distrito Federal e dos Municípios, é uma condição para que às pessoas especiais sejam assegurados seus direitos à educação.Tal política abrange: o âmbito social, do reconhecimento das crianças, jovens e adultos especiais como cidadãos e de seu direito de estar integrado na sociedade o mais plenamente possível; e o âmbito educacional, tanto nos aspectos administrativos (adequação do espaço escolar, de seus equipamentos e materiais pedagógicos), quanto na qualificação dos professores e demais profissionais envolvidos.O ambiente escolar como um todo deve ser sensibilizado para uma perfeita integração. Propõe-se uma escola integradora, inclusiva, aberta à diversidade dos alunos, no que a participação da comunidade é fator essencial. Quanto às escolas especiais, a política de inclusão as reorienta para prestarem apoio aos programas de integração.

(...) Requer-se um esforço determinado das autoridades educacionais para valorizar a permanência dos alunos nas classes regulares, eliminando a nociva prática de encaminhamento para classes especiais daqueles que apresentam dificuldades comuns de aprendizagem, problemas de dispersão de atenção ou de disciplina. A esses deve ser dado maior apoio pedagógico nas suas próprias classes, e não separá-los como se precisassem de atendimento especial.

Parecer CNE/CEB nº 17/2001

Resolução CNE/CEB nº 2, de 11 de setembro de 2001

“O quadro das dificuldades de aprendizagem absorve uma diversidade de necessidades educacionais, destacadamente aquelas associadas a: dificuldades específicas de aprendizagem como a dislexia e disfunções correlatas; problemas de atenção, perceptivos, emocionais, de memória, cognitivos, psicolingüísticos, psicomotores, motores, de comportamento; e ainda há fatores ecológicos e socioeconômicos, como as privações de caráter sociocultural e nutricional.”

Av. Angélica, 2318 - 7º andar – Higienópolis - São Paulo - SP - 01228-200(11) 3231-3296 - (11) 3258-7568 - (11) 3237-0809 - (11) 3129-9721contato@dislexia.org.br - www.dislexia.org.br


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02/01/2010

Técnicas de Arte


Pintura mágica:
Desenhar com uma vela branca sobre o papel à vontade. Depois, colorir todo o papel com guache ou anilina. Os traços da vela sobressaem, revelando o desenho.

Pontilhismo: Com canetinha, colorir todo o desenho fazendo apenas pontinhos com a mesma.

Pintura soprada: Colocar um pouco de guache sobre o papel. Com um canudinho, a criança sopra a tinta em direções variadas, formando um bonito efeito.

Pintura esponjada: Recortar vários quadrados de esponja. Pedir que molhem a esponja em tinta e batam delicadamente sobre o papel. Você tambem pode dar forma à esponja.

Pintura com giz de lousa colorido embebido em cola.

Raspas de giz e algodão: Raspar um pouco de giz de cera, espalhar sobre o papel o pó e espalhar utilizando algodão.

Desenho com materiais variados:
Desenho com carvão.
Desenho com cotonete: cobrir um pedaço da folha com canetão hidrocor. Depois, embeber um cotonete em álcool (pouco) e desenhar. O álcool vai "apagando" um pouco a caneta, permitindo que o desenho apareça.

Pinturas com bolas de gude
Coloque tinta guache em alguns potes rasos ou vasilhas pequenas, apenas o necessário para cobrir o fundo.
Jogue dentro algumas bolinhas de gude.
Coloque uma folha de papel dentro de uma caixa onde ela se encaixe perfeitamente (se faltar espaço, a folha amassa, se sobrar espaço, a caixa vai ficar cheia de tinta e a folha vai "dançar", pintando o lado de trás do papel).
Peça que a criança pegue com uma colher as bolinhas e as jogue dentro da caixa e ...... sacuda a caixa para os lados.
As bolinhas vão desenhar linhas sobre o papel, criando um efeito "teia de aranha".
Pode-se usar essa técnica de diversas maneiras: apenas uma cor de tinta, várias cores ou preto sobre branco

Falso Vitral
Pode ser feito sobre um modelo para compreender e desenvolver a técnica. Nesse caso, faz-se um esboço em papel Report comum. Depois que os alunos dominarem a técnica, podem criar seus próprios desenhos. Nessa etapa do trabalho, é interessante que utilizem papel vegetal, pois depois de prontos, os falsos vitrais podem ser colocados sobre o vidro da janela da sala e terão um efeito maravilhoso quando receberem a luz do sol.

A técnica consiste em contornar o desenho usando caneta preta permanente (para evitar que borre no contato com a tinta) e depois preencher com caneta hidrográfica, lápis de cor ou tinta plástica. No segundo caso, deve-se evitar o uso do branco e do preto, pois são opacos e o trabalho perde o efeito de vitral.

Atividades Fundamentais...
· Observação e identificação de obras de grandes artistas e sua biografia.
· Apreciação de suas produções e das dos colegas por meio da observação e leitura de elementos da linguagem plástica.
· Leitura de obras de arte a partir da observação, narração, descrição e interpretação de imagens e objetos.
· Apreciação das artes visuais e estabelecimento de correlação com as experiências pessoais.

Sugestões de Trabalhos Manuais
Fantoches de papel ofício - A atividade proposta objetiva desenvolver a criatividade aproveitando para integrar as áreas de estudo.Pensamos em algo lúdico e que se possa fazer com materiais simples.

Material Necessário:
· Folhas de papel ofício de sua preferência;
· Papeis coloridos;
· Sucatas variadas e outros materiais disponíveis na escola ( de sua preferência );
· Cola;
· Tesoura;
· Revistas velhas;
· Canetas hidrocor.

Como fazer:
Dobre e cole o papel ofício, formando um saco ( veja figura ) esta será a base do fantoche. Para utilizá-lo você deve colocar a mão dentro do saco. Decore como quiser - pode ser apenas o rosto do fantoche, ou pode ser o corpo inteiro. Podem ser usados papéis ofício coloridos para a base do fantoche e sucata + material disponível na escola para criar o personagem. Pode propor aos alunos que criem livremente ou direcionar para algum tema que deseja explorar mais.Brincar com os fantoches de dramatização é básico porém fundamental. Para alunos já alfabetizados pode ser proposto que escrevam seus roteiros para o teatro.
Para alunos de Educação Infantil é ideal nomear cada fantoche e separar por grupos em comum. Trabalhar as cores e proporções dos mesmos também é importante.
Enfim... um trabalho interdisciplinar bastante simples e lúdico.

Cartão para os alunos confeccionarem

· Escolha um papel de sua preferência e corte em forma retangular, de coração ou outra que lhe agrade.
· Com ajuda de um furador, fure em volta de todo o papel
· Escolha uma fita da cor de sua preferência.
· Em zigue zague contorne todo o cartão finalizando com um laço – conforme a figura.
· Escreva a mensagem com uma caneta hidrocor permanente.

Anilina e cola:
Passe cola branca sobre o papel ou goma arábica, pingue com conta-gotas a anilina.
Depois passe um pente, escova ou um garfo sobre o desenho e terá efeitos curiosos.
Pintura desbotada:
Pinte uma cartolina com uma ou mais cores de anilina, deixe secar, depois com cotonete molhado em água sanitária, faça o desenho. A cartolina pode ser substituída por papel de seda (exige muito cuidado com o manejo). Fica bem legal.

Receitas de Tintas
1 - Ingredientes:
* anilina
* cola branca
* água

Misture tudo e dose a àgua para obter a consistência desejada.
2 - Ingredientes:
* pó de pintor
* cola
* água
* glicerina

Para uma medida de pó, uma medida de cola, acrescentar água aos poucos, bata bem até obter uma pasta cremosa e consistente. Coloque uma colher de glicerina e continue batendo, guarde em vidros bem fechados.
3 - Ingredientes;
* tinta guache
* cola

Misture as duas e terá uma cola colorida, com um efeito muito legal se quiser acrescentar glitter.
Pintura sobre diferentes materiais
Pano Papel pardo Papel camurça
Lixa nanquim guache anilina
giz molhado na cola batedor esponja dedo mão batedor feito de barbante bola de gude no tabuleiro pente de pentear cabelo
Tirando impressão do chão do quintal, banheiro, corredor monotipia no tabuleiro e óleo aguada de anilina e depois de seca desenhar com giz colorido pintura com bandeja de “frios” .
Eles desenham na bandeja com palito de churrasco, depois passam a tinta e carimbam o papel.
Confecção de massinha
Pintura dobrada
Dança das tintas Pintura com cola e anilina
Pintura com goma arábica e anilina
Fazer lápis de cera Pintura com música .
Colocar uma música clássica cada criança só poderá pintar com a cor que o maestro falar e no momento que ele falar seu nome.
Colocar papel crepom em uma tigela com álcool .
Depois que descolorir usar como tinta
Antes de realizar propostas de artes , colocar aventais e jornais nas mesas

Berçário I e II sempre realizar propostas com papéis grandes
Se colocar material para secar na janela, colocar jornal

•mosaico – recortam-se quadrados de crepom de várias cores e molha-os um a um e deixe que coloquem os quadrados sobre a folha, fazendo assim um mosaico. Ao secar, retira-se o papel crepom.

•Texturas – Oferecem-se diferentes tipos de papéis, com texturas variadas (lixa, camurça, EVA,...) para criação (recorte e colagem).•Gotas coloridas – Pintura com conta gotas.•Pintura com esponjas – molham-se as esponjas em diversas cores e pinta- se com elas.•Riscos e pontos – As crianças só poderão desenhar utilizando - e.•Monotipia - espalha-se tinta guache pela mesa e pede-se para criança fazer um desenho ali. Com o papel, vc imprime o desenho, ou seja coloca a folha por cima e dê uma leve pressionada, quando retira-se a folha o desenho q a criança fez na mesa estará na folha coloca porções de guache (cores variadas) no oficio duplo e sobre a tinta abre um saco plástico
TRANSPARENTE E solicita p/ as crianças espalharem a tinta pressionando o plástico.As crianças adoram essa arte pois elas apreciam o movimento das cores e suas misturas.Qualquer dúvida deixe um scrap p/ mim que respondo.

A arte de pintar:
usar diferentes meios e suportes
TINTA SURPRESA. Papel laminado fazer pingos de tinta, dobrar a folha ao meio em seguida abrir para ver o desenho forma.
PAPEL CAMURÇA PARA DESENHAR. Desenho livre em papel camurça com giz de cera. Colar em folha sulfite A3
DAR UM PEDAÇO DE BARBANTE PARA QUE ELES COLEM COMO QUISER. No dia seguinte passar a tinta guache.
COLAR O BARBANTE COMO INTERFERÊNCIA. LINHA CIRCULA SINUOSA.
PAPEL DOBRADURA COLORIDO. Desenhar com canetinha.PALITOS DE SORVETE. Colar palito de sorvete e completar.
PAPEL LAMINADO COLORIDO. Desenho usando álcool.PAPEL CAMURÇA COLORIDO. Desenhar com giz de cera.
LIXA FAZER DESENHO LIVRE. Depois de pronto colar esta lixa em uma folha de A3
DESENHAR COM COLA E JOGAR AREIA COLORIDA. Fazer desenho com a cola, antes de secar jogar areia.
GIZ BRANCO OU COLORIDO: Desenhar no chão do pátio.
TINTA PLÁSTICA COLORIDA. Desenhar figuras com a tinta plástica deixar secar. No dia seguinte pintar as figuras que se formaram.
RECORTE E COLAGEM COM PAPEL PICADO COM AS MÃOS. Dar papel laminado pedir que recortem e cole na sulfite.
PALITOS DE SORVETE. Colar palito de sorvete e completar. (formando figuras)
COM MOLDES.Colocar molde na folha passar tinta a dedo, retirar o molde e completar a figura.
BRANCO NO PRETO. No papel branco pintar com tinta preta.
PRETO NO BRANCO. No papel preto fazer desenhos usando tinta branca.ESTÊNCIL. Fazer desenhos no estêncil e depois passar na água. No dia seguinte pintar as figuras que se formaramT
INTA E CREME DENTAL. Misturar tinta a dedo com pasta de dente e fazer um desenho
CARVÃO. Desenhar com carvão em folha A3 depois passar algodão.
DESENHAR A PARTIR DE UMA LINHA: Curva, Reta, Círculo, Triângulo
§RECORTES E COLAGEM COM PAPEL ONDULADO. Dar o papel ondulado para eles recortar e colar, no dia seguinte pintar a folha toda.
GIZ DE CERA QUENTE. (muito cuidado) Esquentar o giz de cera e desenhar em uma sulfite
PINTURA COM AS PONTAS DOS DEDOS. Molhar as pontas dos dedos na tinta várias cores e tocar no papel.
FAZER DESENHOS COM TINTA E COMPLETAR COM LANTEJOULAS.COM COLA PARA FAZER DESENHOS, ANTES DE SECAR JOGAR BROCAL COLORIDO.COLAR VÁRIOS QUADRADOS DE DIVERSAS CORES, NO DIA SEGUINTE PASSAR TINTA.DAR VÁRIOS TRIÂNGULOS PARA QUE ELES POSSAM CRIAR DESENHOS.PINTURA COM PEDAÇO DE PANO. Fazer um chumaço de pano molhar na tinta e ir pintando o papel.
TINTAS A SEREM TRABALHADOS: Tinta a dedo, Tinta plástica, Lápis de cor, Cola, tesoura, Barbante, Giz, Carvão, Canetinha
TIPOS DE SUPORTES: Sulfite, Papel Kraft, Cartolina, Laminado, Camurça, Color-set, Lixa, Ondulado, Dobradura

1 - desenho com vela (desenha c/ vela e depois passa tinta guache ou anilina para o desenho aparecer;

2 - pintura soprada: despeje guache diluído em um pouco de água sobre o papel. Com um canudo, peça que soprem nas direções que desejarem. É interessante usar mais de uma cor, para que eles soprem uma sobre a outra. O resultado é bem legal.

3 - pintura escorrida: com anilina ou guache diluído em água, pedir que virem os cadernos ou folhas para vários lados a fim que a tinta escorra pelo papel, criando efeitos.

4 - Pintura com giz colorido embebido em cola.

5 - Pintura surpresa: colar pedaços de fita crepe em partes da folha como queira (algumas crianças gostam de montar a letra de seu nome). Pintar toda a folha com guache das cores que preferir. Depois de seco, retirar as fitas. Onde havia fita, estará em branco, causando um efeito interessante.6 - Pintura com canetinha e água sanitária: As crianças devem usar luvas e aventais. Pintar ou desenhar livremente com canetinha (de preferência canetão). Depois, embeber cotonete em um pouco de água sanitária e ir fazendo os traços que desejar (ela apaga a canetinha).7 - Pintura com barbante: molhar barbante em tinta plástica ou guache e pedir que encostem o barbante na folha em várias direções, segurando as duas pontas.8 - Carimbo com legumes são interessantes, principalmente o pimentão.

* Recebido Grupo do Google *


Os Níveis da Escrita Infantil


Para entender os níveis da escrita infantil

Pré-silábico: quando a criança se encontra no nível da garatuja (rabiscos);

Silábico sem valor sonoro convencional: quando a criança escreve uma letra para cada sílaba.
Por exemplo:
Para boneca ela escreve TMZ;

Silábico com valor sonoro convencional: quando a criança escreve uma letra para cada sílaba
também, mas com as letras que pertence a palavra, como por exemplo:
Para boneca ela escreve: OEA ou BNC, ou então BEA...
Silábico alfabético: quando a criança já começa a ter a noção de sílaba, como por exemplo:
Para boneca escreve: BONCA, ou BNCA...
E no nível alfabético quando ela já escreve alfabeticamente, mas podem ocorrer erros de ortografia, como: para cachorro ela escreve CAXORRO...
Mas para saber realmente em que nível a criança se encontra, a escrita tem que ser seguida da leitura. Assim que você pedir para a criança escrever uma palavra fazer com que ela leia-a em seguida com os dedinhos, marcando assim sua escrita.


Sugestões para os Níveis Conceituais
Pré-Silábico:

Trabalhar com nomes próprios; alfabeto móvel (montar palavras de alguma poesia já conhecida pelos alunos); escrita espontânea '' listas'' (frutas, animais, objetos...); seqüência alfabética; quebra-cabeça de palavras (nomes, frutas, animais...); recorte e colagem de palavras; rótulos; parlendas e quadrinhas; observação de quantidade de letras entre palavras grandes e pequenas.

Silábico: Quebra-cabeça com palavras (poesias, parlendas...); jogo da memória; trabalhar palavras chaves, contar letras e sílabas; jogo da forca; bingo de palavras; alfabeto móvel; receitas; escrita espontânea; músicas, poesias, adivinhas; dicionário ilustrado.Silábico-Alfabético: Textos coletivos; acrósticos; cruzadinhas; caça-palavras; textos, músicas, parlendas, quadrinhas fatiados.
Alfabéticos: Textos coletivos; escrita e leitura de textos diversos; cruzadinha com desafios, bilhetes, montar livro com estrofes de poesias; notícias; criar histórias a partir de outras.Uma atividade legal também é o ditado (de criança para criança), onde podemos trabalhar as duplas produtivas.
Duplas produtivas
Pré-silábicos com silábicos com valor
Silábicos com silábicos alfabéticos
Silábicos com alfabéticos.

Jogos e Atividades para Alfabetização

Analise cada jogo abaixo e aplique aos alunos de forma a ajudarem a refletirem sobre a escrita e leitura.

1- Jogo dos 7 erros: O educador elabora uma lista de palavras e, em 7 delas, substitui uma letra por outra que não faça parte da palavra. A criança deve localizar essas 7 substituição.

2- Jogo dos 7 erros: O educador elabora uma lista de palavras e, em 7 delas, inverte a ordem de 2 letras (ex: cachorro – cachroro). A criança deve achar esses 7 erros.

3- Jogo dos 7 erros: O educador elabora uma lista de palavras e, em 7 delas, omite uma letra. O aluno deve localizar os 7 erros.

4- Jogo dos 7 erros: O educador elabora uma lista de palavras e, em 7 delas, acrescenta 1 letra que não existe. A criança deve localizar quais são elas.

5- Jogo dos 7 erros: O educador escreve um texto conhecido (musica, parlenda, etc.) e substitui 7 palavras por outras, que não façam parte do texto. O aluno deve achar quais são elas.

6- Jogo dos 7 erros: O educador escreve um texto conhecido (musica, parlenda, etc.) e omite 7 palavras. O aluno deve descobrir quais são elas.

7- Jogo dos 7 erros: O educador escreve um texto conhecido (musica, parlenda, etc.) e inverte a ordem de 7 palavras. O aluno deve localizar essas inversões.

8- Jogo dos 7 erros: O educador escreve um texto conhecido (música, parlenda, etc.) e acrescenta 7 palavras que não façam parte dele. A criança deve localizar quais são elas.

9- Caça palavras: O educador monta o quadro e dá só uma pista: "Ache 5 nomes de animais" por exemplo.

10- Caça palavras: O educador monta o quadro e escreve, ao lado, as palavras que o aluno deve achar.

11- Caça palavras no texto: O educador dá um texto ao aluno e destaca palavras a serem encontradas por ele, dentro do texto.

12- Jogo da memória: O par deve ser composto pela escrita da mesma palavra nas duas peças, sendo uma em letra bastão, e a outra, cursiva.

13- Jogo da memória: O par deve ser idêntico e, em ambas as peças, deve haver a figura acompanhada do nome.

14- Jogo da memória: O par deve ser composto por uma peça contendo a figura, e a outra, o seu nome.

15- Cruzadinha: O educador monta a cruzadinha convencionalmente, colocando os desenhos para a criança pôr o nome. Mas, para ajudá-las, faz uma tabela com todas as palavras da cruzadinha em ordem aleatória. Assim, a criança consulta a tabela e "descobre" quais são os nomes pelo número de letras, letra inicial, final, etc.

16- Cruzadinha: O educador monta a cruzadinha convencionalmente, colocando os desenhos para a criança pôr o nome. Mas, para ajudá-las, faz um quadro com todos os desenhos e seus respectivos nomes, para que a criança só precise copiá-los, letra a letra.

17- Cruzadinha: O educador monta a cruzadinha convencionalmente, colocando os desenhos para a criança escreva seus nomes.

18- Bingo de letras: As cartelas devem conter letras variadas. Algumas podem conter só letras do tipo bastão; as outras, somente cursivas; e outras, letras dos dois tipos, misturadas.

19- Bingo de palavras: As cartelas devem conter palavras variadas. Algumas podem conter só palavras do tipo bastão; as outras, somente cursivas; e outras, letras dos dois tipos.

20- Bingo: O educador deve eleger uma palavra iniciada por cada letra do alfabeto e distribuí-las, aleatoriamente, entre as cartelas. (+/- 6 palavras por cartela). O educador sorteia a letra e o aluno assinala a palavra sorteada por ela.

21- Bingo: As cartelas devem conter letras variadas. O educador dita palavras e a criança deve procurar, em sua cartela, a inicial da palavra ditada.

22- Quebra cabeça de rótulos: Montar quebra cabeças de rótulos e logomarcas conhecidas e, na hora de montar, estimula a criança a pensar sobre a "ordem das letras"

23- Dominó de palavras: Em cada parte da peça deve estar uma palavra, com a respectiva ilustração.

24- Ache o estranho: O educador recorta de revistas, rótulos, logomarcas, embalagens, etc. Agrupa-os por categoria, deixando sempre um "estranho" (ex: 3 alimentos e um produto de limpeza; 4 coisas geladas e 1 quente; 3 marcas começadas por "A" e uma por "J"; 4 marcas com 3 letras e 1 com 10, etc.) Cola cada grupo em uma folha, e pede ao aluno para achar o estranho.
25- Procure seu irmão: Os pares devem ser um rótulo ou logomarca conhecido e, seu respectivo nome, em letra bastão.
26- "Procure seu irmão": Os pares devem ser uma figura e sua respectiva inicial.
27- Jogo do alfabeto: Utilize um alfabeto móvel (1 consoante para cada 3 vogais). Divida a classe em grupo e entregue um jogo de alfabeto para cada um. Vá dando as tarefas, uma a uma:
* levantar a letra ___
* organizar em ordem alfabética
* o professor fala uma letra e os alunos falam uma palavra que inicie com ela.
* formar frases com a palavra escolhida
* formar palavras com o alfabeto móvel
* contar as letras de cada palavra
* separar as palavras em sílabas
* montar histórias com as palavras formadas
* montar o nome dos colegas da sala
* montar os nomes dos componentes do grupo
28 - Pares de Palavras
Objetivo: utilizar palavras do dicionário
Destreza predominante: expressão oral
Desenvolvimento: O professor escolhe algumas palavras e as escreve na lousa dentro de círculos (1 para cada palavra). Dividir a classe em duplas. Cada dupla, uma por vez, dirigir-se-á até a lousa e escolherá um par de palavras formando uma frase com elas. A classe analisará a frase e se acharem que é coerente a dupla ganha 1 ponto e as palavras são apagadas da lousa.
O jogo termina quando todas as palavras forem apagadas.
29- Formando palavras
Número de jogadores: 4 por grupo.
Material: 50 cartões diferentes (frente e verso). Um kit de alfabeto móvel por grupo (com pelo menos oito cópias de cada letra do alfabeto)
Desenvolvimento: Embaralhe os cartões e entregue dez deles para cada grupo; Marque o tempo – 20 minutos – para formarem a palavra com o alfabeto móvel no verso de cada desenho. Ganha o jogo o grupo que primeiro preencher todos os cartões.
Variações: Classificar (formar conjuntos) de acordo:
* com o desenho da frente dos cartões;
* com o número de letras das palavras constantes dos cartões;
* com o número de sílabas das palavras dos cartões;
* com a letra inicial;

Profª Lourdes Eustáquio Pinto Ribeiro (didatica@didatica.com.br - http://www.didatica.com.br%29/

30 - Treino de rimas: Várias cartas com figuras de objetos que rimam de três formas diferentes
são colocadas diante das crianças. Por exemplo, pode haver três terminações: /ão/, /ta/, /ço/.
Cada criança deve então retirar uma carta, dizer o nome da figura e colocá-la numa pilha com outras figuras que tenham a mesma rima. O teste serve para mostrar as palavras que terminam com o mesmo som. Ao separá-las de acordo com o seu final, juntam-se as figuras em três pilhas com palavras de terminações diferentes.

31- Treino de aliterações: Em uma folha com figuras, a criança deve colorir as que comecem com a mesma sílaba de um desenho-modelo (por exemplo, desenho-modelo: casa; desenhos com a mesma sílaba inicial: caminhão, cama, caracol; desenhos com sílabas iniciais diferentes: xícara, galinha, tartaruga). A mesma atividade pode ser depois repetida enfatizando-se a sílaba final das palavras (por exemplo, desenho-modelo: coração; desenhos com o mesmo final: televisão, leão, balão, mão; desenhos com finais diferentes: dado, uva, fogo).
32- Treino de consciência de palavras: Frases com palavras esquisitas, que não existem de verdade, são ditadas para a criança, que deve corrigir a frase. Substitui-se a pseudopalavra por uma palavra correta. Por exemplo, troca-se "Eu tenho cinco fitos em cada mão" por "Eu tenho cinco dedos em cada mão". Nesse jogo, palavras irreais são trocadas por palavras que existem de verdade, deixando a frase com sentido. Mostra-se que, ao criar frases com palavras que não existem, essas não têm significado.
33- Batucando: A professora fala uma palavra e o aluno "batuca" na mesa de acordo com o número de silabas.
34- Adivinha qual palavra é: A professora fala uma palavra (BATATA) e os alunos repetem omitindo a sílaba inicial (TATA) ou a final (BATA)
35 - Lá vai a barquinha carregadinha de... : A professora fala uma sílaba e as crianças escolhem as palavras.
36 - Adivinhando a palavra: O professor fala uma palavra omitindo a silaba final e os alunos devem adivinhar a palavra. (ou a inicial )
37 - Quantas sílabas? A professora fala uma palavra e a criança risca no papel de acordo com o número de sílabas (ou faz bolinhas)
38 - Descoberta de palavras com o mesmo sentido: Ajude o aluno a perceber que o mesmo significado pode ser representado por mais de uma palavra. Isso é fácil de constatar pela comparação de frases como as que se seguem:
* O médico trata dos doentes* O doutor trata dos doentes Forneça, em frases, exemplos do emprego de sinônimos de uso comum como:* Bonita, bela;* Malvado, mau;* Rapaz; moço* Bebê; neném;* Saboroso; gostoso
39 - Descoberta de palavras com mais de um significado: Com essa atividade, os alunos perceberão que palavras iguais podem ter significados diferentes. Ajude-os a formar frases com as palavras: manga, botão, canela, chato; corredor; pena, peça; etc
40 - Respondendo a perguntas engraçadas: Faça-as pensar sobre a existência de homônimos através de brincadeiras ou adivinhações:
* a asa do bule tem penas?* O pé da mesa usa meia?* A casa do botão tem telhado?
41 - Escrita com música:
1) dividir os alunos em equipes de 4 elementos;
2) distribuir, entre as equipes, uma folha de papel;
3) apresentar às equipes uma música previamente selecionada pelo professor;
4) pedir que o aluno 1 de cada uma das equipes registre, na folha, ao sinal dado pelo professor, suas idéias, sentimentos, emoções apreendidas ao ouvir a música;
5) solicitar-lhe que, findo o seu tempo, passe a folha ao aluno 2, que deverá continuar a tarefa. E assim sucessivamente, até retornar ao aluno 1, que deverá ler o produto final de todo o trabalho para toda a classe.
Observação: a folha de papel deverá circular no sentido horário.
42 - Conversa por escrito:
1) dividir a classe em duplas;
2) entregar a cada uma das duplas uma folha de papel;
3) pedir às duplas que iniciem uma conversa entre seus elementos (ou pares), mas por escrito.

Observações:1) a dupla poderá conversar sobre o que quiser, mas deverá registrar a conversa na folha recebida;2) a dupla não precisará ler sua conversa à classe; apenas o fará, se estiver disposta a tanto.
Objetivo específico dessa atividade: Ensejar a reflexão sobre as diferenças entre a linguagem oral e a escrita.
43 - Interpretando por escrito:
1) dividir os alunos em equipes de 4 elementos cada uma;
2) numerá-los de 1 a 4;
3) distribuir, entre as mesmas, pequenas gravuras (se possível de pinturas abstratas);
4) solicitar que cada uma das equipes registre, por escrito, o que entendeu sobre os quadros propostos;5) ler as interpretações obtidas.
44 - Brincando com as cores:
1) dividir a classe em equipes de 4 elementos;
2) numerar os participantes de cada uma;
3) distribuir, entre elas, as cores: atribuir uma cor (vermelho, verde, amarelo, azul, etc.) a cada uma das equipes ou grupos;
4) pedir que cada um dos elementos de cada uma das equipes registre, numa folha de papel que circulará entre os participantes, suas impressões a respeito da cor recebida;
5) solicitar das equipes a leitura das impressões registradas.
Observações: a mesma atividade poderá ser realizada, mas sem a entrega de cores às equipes.
Neste caso, cada um dos grupos deverá produzir um pequeno texto sobre uma cor, sem nomeá-la, mas procurando "dar pistas" a respeito da mesma, a fim de que os colegas possam descobri-la. Algumas equipes poderão ler seus textos e, se a cor não for descoberta, o professor poderá organizar uma discussão sobre esse fato, apontando, alguns fatores que talvez tenham dificultado a não identificação. Outra atividade com cores poderá ser a dramatização por meio de gestos, ou mímica, de uma cor escolhida pela(s) equipe(s).
45 - Compondo um belo texto-poema:
1) dividir os alunos em equipes ou grupos;
2) indicar a cada uma três substantivos - chave do poema: mar, onda, coqueiro;
3) marcar, no relógio, 10 (dez) minutos para a composição dos poemas;
4) expor, no mural de classe, os textos produzidos pelas equipes.
46 - Cinema imaginário:
1) dividir a sala em equipes ou grupos;
2) apresentar às equipes três ou quatro trechos (curtos) de trilhas sonoras de filmes;
3) solicitar que os alunos imaginem cenas cinematográficas referente às trilhas ouvidas;
4) interrogar os alunos sobre o que há de semelhante e o que há de diferente nas cenas imaginadas por eles.
"A partir das respostas a essas perguntas, o professor discutirá, com os alunos, o papel do conhecimento prévio e o das experiências pessoais e culturais que compartilhamos, para que possamos compreender textos (verbais, não-verbais, musicados,...)
47 - Criação de um país imaginário:
1) dividir os alunos em equipes ou grupos;
2) pedir-lhes que produzam um texto, com ou sem ilustração, descrevendo um país imaginário, de criação da equipe;
3) solicitar que cada uma dessas leia para as demais o texto produzido por ela;
4) afixar, no mural da sala, os textos produzidos pelas equipes.

48 - “Se eu fosse...":
1) dividir a classe em equipes ou grupos;
2) pedir que cada uma complete as lacunas ou pontilhado com o nome de um objeto, animal, planta, personagem ou personalidade humana que gostaria de ser;
3) solicitar que escrevam e/ou desenhem a respeito do que gostariam de ser;
4) pedir que exponham suas produções aos colegas;
5) sugerir que as coloquem no mural ou varal de classe.
49 - Homem e natureza ou homem x ecologia:
1) dividir a classe em equipes ou grupos;
2) pedir que ouçam as canções "Sobradinho" – Sá e Guarabira ( disco 10 anos juntos, BME – RCA, CD ou DVD) e "Passaredo" – Francis Hime e Chico Buarque ("Meus caros amigos" – Philips);3) explicar aos alunos o seguinte: a canção "Sobradinho" trata do rio São Francisco, que nasce na região Sudeste e deságua na região Nordeste do país, e das conseqüências do represamento dessas águas para a população que vivia nos municípios de Remanso, Casa Nova, Santo Sé, Pilão Arcado... Com a construção de uma barragem no salto do Sobradinho. A canção "Passaredo", por sua vez, focaliza a destruição da fauna e o desequilíbrio do ecossistema, provocada pelo homem;
4) solicitar às equipes que comentem, escrevam e/ou desenhem sobre o que compreenderam a respeito de cada uma das canções ouvidas por eles.

Algumas dicas para alfabetizar
- Use jogos educativos nas suas aulas.
- Desenvolva atividades lúdicas com seus alunos.
- Procure introduzir cada novo conteúdo de forma diferente.
- Mude a disposição das cadeiras e mesas na sala de aula.
- Faça os alunos participarem das aulas.
- Troque de ambiente e dê aula no pátio da escola, por exemplo.
- Explore cartazes, vídeos, filmes.
- Traga jornais e revistas para a sala de aula.
- Aproveite todo o ambiente escolar.
- Crie aulas diferentes e divertidas.
- Elabore situações problemas para os seus alunos resolverem.
- Busque auxílio nos meios de comunicação.
- Troque experiências com os colegas.
- Valorize as opiniões de seus alunos.
- Peça sugestões aos seus alunos quando for preparar suas aulas.
- Faça trabalhos em pequenos grupos ou grupos sucessivos.
- Solicite uma avaliação das suas aulas aos seus alunos.
- Incentive e estimule a aprendizagem dos seus alunos.
- Deixe transparecer que você acredita e valoriza o seu trabalho.
(Artigo de Maria Luiza Kraemer)

PRÉ-SILÁBICA
*Grafismo Primitivo
Predomínio de rabiscos e pseudo-letras. A utilização de grafias convencionais é um intento para a criança. Desenvolvem procedimentos para diferenciar escritas. (garatujas)
*Escrita sem controle de quantidade
A criança escreve ocupando toda a largura da folha ou do espaço destinado a escrita. A R M S MO H A O R U I L N M (brigadeiro) A M T O X A M H N TS K H U I (pipoca) M H O T I P E R T C L P M N B O (suco) A T R O C D G P E S IP U T D F F (bis)
*Escrita UnigráficaA criança utiliza somente uma letra para representar a palavra. A (brigadeiro) L (pipoca) F (suco) C (bis)
*Escrita Fixa
A mesma série de letras numa mesma ordem serve para diferenciar nomes. Predomínio de grafias convencionais. A L N I (brigadeiro) A L N I (pipoca) A L N I (suco) A L N I (bis)
*Quantidade variável: Repertório Fixo/Parcial
Algumas letras aparecem na mesma ordem e lugar, outras letras de forma diferente. Varia a quantidade de letras para cada palavra.
S A M T (brigadeiro) A M T (pipoca) A M T S A (suco)S A T (bis)
*Quantidade constante: Repertório variável
Quantidade constante para todas as escritas. Porém, usa-se o recurso da diferenciação qualitativa: as letras mudam ou muda a ordem das letras. HRUM (brigadeiro) ASGK (pipoca) ONBJ (suco)CFTV (bis)


*Quantidade variável: Repertório variado
Expressam máxima diferenciação controlada para diferenciar uma escrita de outra.
R A M Q N (brigadeiro) A B E A M F (pipoca) G E P F A (suco) O S D L (bis)*Quantidade e repertório variáveis: Presença de valor sonoro início e/ou fim
Variedade na quantidade e no repertório de letras. A criança preocupa-se em utilizar letras que correspondem ao som inicial e/ou final. I M S A B R O (brigadeiro) I B R N S A (pipoca) U R M T O (suco) I N B O X I X (bis)

SILÁBICA

*Sem valor sonoro:A criança escreve uma letra para representar a sílaba sem se preocupar com o valor sonoro correspondente:R O M T (brigadeiro)B U D (pipoca)A S (suco) R (bis)

*Iniciando uma correspondência sonora:A criança escreve uma letra para cada sílaba e começa a utilizar letras que correspondem ao som da sílaba. I T M O (brigadeiro) P Q A (pipoca) R O (suco) G I (bis)
*Com valor sonoro:
A criança escreve uma letra para cada sílaba, utilizando letras que correspondem ao som da sílaba; às vezes usa só vogal e outras vezes consoante e vogal. I A E O – B H D O (brigadeiro)I O A – P O K (pipoca)U O – S C (suco)I S – B I (bis)

*Silábico em conflito ou hipótese falsa necessária:Momento de conflito cognitivo relacionado à quantidade mínima de letras (BIS/ISIS) e a contradição entre a interpretação silábica e as escritas alfabéticas que têm sempre mais letras. Acrescenta letras e dá a impressão que regrediu para o pré- silábico.

B H D U L E (brigadeiro) I O K E C (pipoca) U O K U (suco) I S I S (bis)

SILÁBICA - ALFABÉTICA

A criança, ora escreve uma letra para representar a sílaba, ora escreve a sílaba completa. Dificuldade é mais visível nas sílabas complexas.B I H D R O (brigadeiro) P I P O K (pipoca) S U K O (suco) B I Z (bis)

ALFABÉTICA

A criança já compreende o sistema de escrita faltando apenas apropriar-se das convenções ortográficas; principalmente nas sílabas complexas.. BRIGADEIRO PIPOCA SUCO BIS

Essas informações são parâmetros que ajudam a compreender as hipóteses das crianças sobre o sistema de escrita e assim poder planejar e intervir intencionalmente para que avancem.
As crianças são complexas e muitas vezes não se encaixam nas “gavetinhas”, é preciso investigar, usando diferentes estratégias para conhecê-las.

* Recebido do Grupo do Google *

31/12/2009

Ano Novo


Feliz Ano Novo Aos Amigos

O nosso caminho é feito, Pelos nossos próprios passos... Mas a beleza da caminhada... Depende dos que vão conosco!
Assim, neste NOVO ANO que se inicia.
Possamos caminhar mais e mais juntos... Em busca de um mundo melhor, cheio de PAZ, SAUDE, COMPREENSÃO e MUITO AMOR. O ano se finda e tão logo o outro se inicia... E neste ciclo do "ir" e "vir" O tempo passa... e como passa! Os anos se esvaem... E nem sempre estamos atentos ao que Realmente importa. Deixe a vida fluir E perceba entre tantas exigências do cotidiano...
O que é indispensável para você! Ponha de lado o passado e até mesmo o presente! E crie uma nova vida... um novo dia...
Um novo ano que ora se inicia! Crie um novo quadro para você!
Crie, parte por parte... em sua mente... Até que tenha um quadro perfeito para o futuro...
Que está logo além do presente. E assim dê início a uma nova jornada! Que o levará a uma nova vida, a um novo lar... E aos novos progressos na vida! Você logo verá esta realidade, e assim encontrará A maior Felicidade...e Recompensa...
Que o ANO NOVO renova nossas esperanças, E que a estrela crística resplandeça em nossas vidas.
E o fulgor dos nossos corações unidos intensifique .
A manifestação de um ANO NOVO repleto de vitórias!
E que o resplendor dessa chama Seja como a tocha que ilumina nossos caminhos .
Para a construção de um futuro, repleto de alegrias!
E assim tenhamos um mundo melhor! À todos vocês companheiros(as) que temos o mesmo ideal, Amigos(as) que já fazem parte da minha vida, Desejo que as experiências próximas de um ANO NOVO Lhes sejam construtivas, saudáveis e harmoniosas.
Muita Paz em seu contínuo despertar!
"UM FELIZ 2♥1♥"

Feliz 2♥1♥!


Feliz 2♥1♥!!!Feliz A Todos Os Meus Amigos e Amigas!!!

Feliz Olhar Novo

O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história.
O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e o AGORA. Claro que a vida prega peças.
É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais... mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia?
Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho? Quero viver bem.
2♥♥9 foi um ano cheio.
Foi cheio de coisas boas e realizaçõess, mas também cheio de problemas e desilusões.
Normal!
Às vezes se espera demais das pessoas.
Normal!
Grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor machucou.
Normal!
2♥1♥não vai ser diferente.
Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí?
Fazer o quê?
Acabar com seu dia?
Com seu bom humor?
Com sua esperança?
O que eu desejo para todos nós é sabedoria!
E que todos saibamos transformar tudo em uma boa experiência!
Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado.
Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim...
Entender o amigo que não merece nossa melhor parte.
Se ele decepcionou, passe-o para a categoria 3, a dos amigos. Ou mude de classe, transforme-o em colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.
O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de um lance que eu adoro:
CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM SE TORNAR REALIDADE.
Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes. Desejo para todo mundo esse olhar especial. 2♥1♥ pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso.
Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro.
2♥1♥ pode ser o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular... ou... Pode ser puro orgulho!
Depende de mim, de você!
Pode ser. E que seja!!! Feliz Ohar Nvo!!!
Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensarmos tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!"

" Retirado do Site "
http://www.megamensagens.com/mensagens-de-ano-novo/

27/12/2009

Janeiro
































24/12/2009

Mais Mensagem de Natal







Mensagem de Natal


FELIZ NATAL AMIGOS!


Formam-se nuvens de esperança num céu de bondade,
Em cada coração há uma enorme desejo de felicidade e alegria!
Lares se iluminam numa magia sem qualquer maldade,
Iniludível, apenas o amor engrandece este lindo e peculiar dia...
Zelando totalmente pela nossa total paz e harmonia!

No íntimo de cada um de nós está o sentimento mais puro,
Aquele que norteia o significado verdadeiro da comemoração,
Todos sabem que Jesus é o nosso salvador e o porto seguro,
Aquarela de todas as emoções num só bondoso coração,
Libertando em todos nós os termos da sublime doação!

Alegria em cada rosto sem mascarar a tristeza,
Mudanças de atitudes e gestos de solidariedade,
Inquietação vestida da mais simples e calorosa nobreza,
Guardando em cada Ser o sentindo da sua própria verdade,
Originando a fagulha da mais verdadeira e sincera felicidade,
Somamos nossas expectativas numa única vontade: PAZ!

Autora Mariluci Carvalho de Souza (Hanna)

Mensagens de Natal


21/12/2009

Papai Noel


Usar o Papai Noel para Ameaçar as Crianças Pode Trazer Prejuízos ao Desenvolvimento

Em muitas famílias, a figura natalina é alvo de pânico porque está relacionada às chantagens dos adultos

Cara e cabelo de anjo. Uma cartinha na mão e um sorriso assustado.Foi bem preparada e devagarinho que Bruna Mayer Oliveira, três anos, se aproximou do Papai Noel no shopping.
No papel rabiscado entregue ao velhinho, estava a mensagem:
“Por favor, gostaria de uma boneca que fala”.
Naquela tarde, o personagem do Natal não a amedrontou.
Era uma aposta para ganhar o presente desejado.
– Antes, ela tinha medo e não queria sequer tirar foto com ele. Agora, está mais preparada – conta a mãe, a empresária Mara Mayer.
Para a menina dos cachos dourados, Papai Noel não é assustador, principalmente porque a mãe nunca usou o personagem como um recurso na educação da pequena.
Entretanto, em muitas famílias, a figura natalina é alvo de pânico porque está relacionada às chantagens dos adultos.
Com pouca paciência, alguns pais aproveitam o Noel para negociar bons comportamentos, a despedida de fraldas e chupetas e para evitar brigas entre irmãos.
Só que, por mais que no dia do Natal todos terminem com presentes, a atitude pode comprometer o desenvolvimento da criança.
O adulto que pede para criança deixar a chupeta com o personagem, por exemplo, em troca de presentes, deve entender que a criança pode estar precisando do bico porque alguma coisa em sua vida ainda não está bem resolvida, explica Fernando Becker, professor titular de Psicologia da Educação da UFRGS.
O mesmo vale para qualquer objeto de que o pequeno não quer se libertar e que representa prazer e segurança.
– É antieducativo, porque, se a criança ainda considera o bico importante, a chantagem não resolverá o problema – diz Becker.
Além da sensação de insegurança e medo que a chantagem emocional pode causar, a contradição no discurso dos pais – ao dizer que os filhos não receberão presentes – pode desmoralizá-los diante da criança.
Papai Noel também fica com imagem distorcida, deixando de estar relacionado a fatos positivos.
– Essa é uma falha da educação.
Se os pais vão dar presentes no Natal, não podem ameaçar. Além disso, usar o Noel como troca e recompensa não ajuda no desenvolvimento da criança – diz a psicóloga Clarissa Corrêa Menezes, doutora em Psicologia do Desenvolvimento Humano.
Evite a pressão
- O Papai Noel é um personagem que habita a imaginação das crianças, mas utilizá-lo como negociador de bons comportamentos não é o ideal – combinação é diferente de chantagem.
- Os pais devem entender o porquê de estarem chantageando a criança e reconhecer quais prejuízos poderão causar aos filhos.
- Crianças que são ameaçadas pelos pais podem apresentar olhar perdido, falta de ânimo, dificuldade de se soltar em brincadeiras e de se relacionar com amigos. Também podem apresentar baixa autoestima, insegurança e pouca confiança em si e nos pais.
- Uma vez chantageada pelos adultos, a criança aprenderá a fazer o mesmo futuramente, seja por meio do choro ou de negociações por alguma coisa.
- É normal que alguns chorem ao ver o personagem. Não force o encontro entre os dois. Em alguns casos, o choro pode ocorrer devido à pressão que os pais. Fontes: Clarissa Corrêa Menezes, psicóloga, e Fernando Becker, professor de Psicologia
O que o velhinho escuta dos pais

Conversamos com o Papai Noel do shopping Iguatemi, Erny Hinnig, e selecionamos algumas frases que o personagem mais escuta dos pais nesta época do ano. Você se identifica com alguma delas?
Se você largar o bico e a mamadeira, a mãe e o pai param de fumar.
Se comer toda a comida do prato, inclusive as verduras e legumes, ganha uma bicicleta nova.
Se não parar de falar palavrão e responder ao pai e mãe, o Papai Noel não vai trazer presentes neste ano.
Se você não parar de fazer xixi na cama, não vai ganhar a boneca que pediu ao Papai Noel.
Pare de brigar com os irmãos, senão ninguém ganhará presente.

* Retirado do http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/ *
 
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